Médico usando modelo anatômico para ilustrar o risco de gravidez ectópica na FIV.

Saiba quais fatores estão relacionados a esse quadro

A fertilização in vitro (FIV) oferece esperança a inúmeras pessoas que encontram dificuldades para ter um filho por meio de uma gestação espontânea. No entanto, apesar dos seus sucessos, a FIV também acarreta certos riscos e complexidades, um dos quais é a gravidez ectópica.

Neste artigo, exploraremos o risco de gravidez ectópica na FIV e como a gestação pode ser conduzida caso isso ocorra.

O que é a gravidez ectópica?

A gravidez ectópica é uma condição que ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, geralmente em uma das tubas uterinas. Embora seja mais comum nessa estrutura, a gravidez ectópica também pode ocorrer em outras áreas, como no ovário, na parte intersticial do útero (a área onde a tuba uterina se conecta ao útero), no colo do útero, na cavidade abdominal e até mesmo dentro de uma cicatriz de cesariana.

Uma gestação ectópica deve ser interrompida, pois não há possibilidade de o embrião se desenvolver nessa condição — o único local onde o embrião tem espaço e nutrientes para se desenvolver é no útero.

É possível ocorrer gravidez ectópica na FIV?

Muitas vezes, a causa da gravidez ectópica não é determinada. No entanto, a probabilidade de haver uma gravidez ectópica é maior entre as mulheres que fizeram tratamento de fertilização in vitro. Estudos mostram que as chances de gravidez ectópica variam de 1,4% a 5,4% nos ciclos de FIV (em comparação, a taxa de gravidez ectópica na população geral com gravidez espontânea é de 1% a 2%).

O que aumenta o risco de gravidez ectópica na FIV?

Existem diversos fatores que contribuem para o aumento do risco de gravidez ectópica na FIV. São eles:

  • Problemas nas tubas uterinas (infecções, aderências, hidrossalpinge);
  • Histórico de gravidez ectópica;
  • Anomalias pélvicas;
  • Transferência de mais de um embrião por vez;
  • Transferência de embriões de qualidade inferior;
  • Mulheres com 40 anos ou mais têm 2,9 vezes mais probabilidade de ter uma gravidez ectópica do que mulheres entre 25 e 29 anos;
  • Mulheres com reserva ovariana diminuída têm 2,128 vezes mais probabilidade de desenvolver uma gravidez ectópica do que mulheres com reserva ovariana normal.

Em relação à quantidade de embriões transferidos, estudos mostram que o risco de gravidez ectópica na FIV é de:

  • 1,6% com transferência de embrião único;
  • 1,7% com transferência de dois embriões;
  • 2,2% com transferência de três embriões.

Como a equipe da Mater Prime identifica precocemente e conduz os casos de gravidez ectópica nos tratamentos de FIV?

A Mater Prime segue protocolos rigorosos para reduzir o risco de gravidez ectópica na FIV e identificar precocemente qualquer alteração. Isso inclui:

  • Monitoramento seriado do beta-hCG: o comportamento do hormônio hCG ajuda a confirmar se a evolução da gestação está dentro do esperado.
  • Ultrassonografia para confirmar a localização da gestação: assim que o beta-hCG atinge níveis adequados, é feita uma ultrassonografia para identificar o saco gestacional e confirmar se ele está corretamente implantado dentro do útero. Esse exame é fundamental para distinguir entre uma gestação normal e uma gravidez ectópica.
  • Avaliação imediata de sintomas suspeitos: qualquer ocorrência de dor abdominal, sangramento, tontura ou outros sinais compatíveis com gestação ectópica é avaliada prontamente pela equipe médica.
  • Condutas atualizadas e seguras para manejo medicamentoso ou cirúrgico.
  • Acompanhamento intensivo de pacientes com maior risco de gravidez ectópica na FIV: mulheres com histórico de gestação ectópica, alterações tubárias, infertilidade tubária ou outros fatores de risco recebem um plano de acompanhamento que inclui exames antecipados, orientações individualizadas e vigilância constante para minimizar riscos e agir rapidamente caso alguma alteração seja detectada.
  • Suporte integral durante todo o processo: além dos cuidados técnicos, a equipe da Mater Prime oferece apoio emocional, esclarecimento de dúvidas e acompanhamento multiprofissional, garantindo que a paciente se sinta segura e amparada em todas as etapas.

 

Fontes:

National Health Service

Clínica Mater Prime

PubMed

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