Doação de sêmen

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Doação de sêmen

O processo de doação de sêmen acontece quando um homem cede seus espermatozoides para fecundação do óvulo de uma mulher. Ele é uma alternativa para casais que apresentam problemas para engravidar devido à ausência de espermatozoides, para casais homoafetivos do sexo feminino, para mulheres que desejam ser mães com produção independente, quando há riscos de o pai transmitir alterações genéticas ao bebê ou no caso de homens com alguma infecção sexualmente transmissível em que não seja possível eliminar o vírus do sêmen.

Indivíduos que desejam usar o material de doação de esperma podem fazer a escolha de acordo com as características do doador. Normalmente, os médicos procuram oferecer amostras de doadores que tenham características físicas parecidas com a do receptor, como tipagem sanguínea, cor dos olhos, do cabelo e da pele. Também é possível saber altura e peso do doador, se ele tem alguma deficiência ou alergia, raça, se é fumante, qual sua ocupação, seus hobbies, se tem gêmeos na família, entre outras informações.

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Regras para realizar a doação de sêmen

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), toda doação de gametas, sejam eles femininos ou masculinos, deve ser anônima e sem nenhum tipo de envolvimento financeiro – ao contrário de outros países, como os Estados  Unidos, em que pode haver ganho financeiro no processo de doação.

Recentemente, em maio de 2021, atualização da resolução do CFM quanto as regras dessa doação permitem que ela ocorra entre parentes de até quarto grau.

O homem que faz doação de sêmen assina um termo que o ausenta dos direitos e responsabilidades relacionados à criança. Além disso, o banco de sêmen, bem como o doador, deve assinar um contrato de forma a garantir a confidencialidade e a gratuidade do ato.

As clínicas, centros ou serviços onde são feitas as doações devem manter, de forma permanente, um registro com dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com legislação vigente.

Quem pode doar sêmen

Para ser um doador é necessário:

  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Ser saudável;
  • Não pertencer a nenhum grupo de risco de infecções sexualmente transmissíveis;
  • Não possuir doenças genéticas ou congênitas, ou ter casos na família.

É exigido que o doador realize os seguintes exames de rastreio: Cariótipo, Treponema pallidum (sífilis), HIV 1, HIV 2, HBV, HCV, HTLV I e II, vírus Zika, Chlamydia trachomatis (clamídia) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia). Além destes, o homem também deve realizar um espermograma, exame que avalia o sêmen e a qualidade dos espermatozoides.

Como é feita a doação de sêmen

A coleta para o banco de sêmen é realizada em hospitais e clínicas especializados por meio da masturbação masculina. Mas existem casos em que pode ser realizada por cirurgia.

Após a coleta, o sêmen é tratado para se obter apenas os espermatozoides, sem os líquidos que também provém da coleta. Depois a amostra é armazenada por meio da técnica de criopreservação  — processo de congelamento do material em nitrogênio líquido a -196 ºC —, o que permite seu uso no futuro em processos de reprodução humana assistida. Para que o casal dê início ao tratamento, basta fazer o descongelamento do material.

É indicado que o doador fique de três a sete dias sem relações sexuais ou masturbação antes da coleta a fim de garantir uma maior qualidade da amostra.

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Existem riscos?

Para o homem que deseja doar sêmen, não existe risco algum e ele pode doar sem receio. Para a mulher que passará pelo procedimento de reprodução assistida, seja pela inseminação artificial ou pela FIV, existem riscos comuns a esses métodos, como a ocorrência da síndrome da hiperestimulação dos ovários, o que é bastante raro, e a maior possibilidade de gravidez gemelar, quando é produzido mais de um óvulo na inseminação ou quando se opta pela transferência de mais de um embrião na FIV.

Doenças genéticas podem também ser considerados fatores de risco.

Como fazer uso de um banco de sêmen

Para requisitar o uso de sêmen de um banco de doação, os pacientes devem estar em acompanhamento, sendo tratados, e terem histórico médico e ginecológico prévios. Além de relatórios de tratamentos anteriores.

Também é exigido que todos os exames estejam atualizados, incluindo os de hepatites B e C, sífilis, AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. É importante saber ainda o grupo sanguíneo e Rh de ambos os cônjuges.

Com isso, o receptor assina o pedido para realizar o tratamento de reprodução assistida requerendo sêmen de doador. Todo o histórico de exames dos pacientes ajudará o laboratório a escolher um doador com características mais adequadas às do casal. Finalizada essa etapa do processo, é iniciado o tratamento mais adequado a cada caso.

Taxas de sucesso

As taxas de sucesso das técnicas de reprodução assistida variam de acordo com os procedimentos e os fatores que possam influenciá-las. Se o tratamento for feito por inseminação artificial, por exemplo, fica em torno de 18 a 20%.

Já a Fertilização in Vitro, de um modo geral, possui cerca de 40% de chances de sucesso e é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes.

Ao optar pela doação de sêmen, o homem está contribuindo para a realização do sonho de um casal de formar uma família. Mas para que esse resultado seja alcançado, é sempre recomendado contar com clínicas especializadas em reprodução humana. Somente uma equipe médica preparada pode fornecer todas as orientações necessárias.

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Fontes:

Clínica de Reprodução Humana Mater Prime

Conselho Federal de Medicina

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

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