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Endometriose

endometriose

Doença caracterizada pelo crescimento anormal do tecido endometrial pode trazer dores intensas para mulheres 

A endometriose é um fenômeno caracterizado pelo crescimento anormal do tecido endometrial fora do útero, em regiões como ovários, tubas uterinas, intestinos ou bexiga. Esta patologia pode trazer dores progressivas e intensas, sobretudo durante a fase da menstruação, mas que também podem surgir nos outros dias do mês.

Pacientes com endometriose podem apresentar, fora do útero, além do tecido endometrial, glândula ou estroma (que também são tecidos que não deveriam estar em outros órgãos do corpo). Esta alteração pode se espalhar em muitos tecidos da cavidade pélvica, trazendo uma inflamação crônica nestas regiões.

O tratamento à endometriose precisa ser feito de acordo com a orientação do médico e depende principalmente de qual o objetivo do tratamento. São eles:

  • Diminuir os sintomas da endometriose;
  • Tratar a infertilidade causada pela endometriose.

Em casos de dores, o tratamento pode ser com medicamentos ou cirurgia, podendo também recorrer aos tratamentos de reprodução assistida em casos de infertilidade. Conheça mais sobre esta doença neste texto – suas causas, seus sintomas e seu tratamento –, em detalhes!

Causas da endometriose

É preciso salientar que as causas da endometriose ainda não são totalmente esclarecidas pela ciência. Todavia, alguns estudos recentes têm dado conta de que existem fatores importantes para o desenvolvimento da doença, como questões hereditárias.

Ao que se sabe até o momento, a principal causa é a menstruação: quanto mais ciclos menstruais a mulher apresentar, maior será o risco de sofrer com a endometriose. Entretanto, existem diversos fatores imunológicos, genéticos, fatores de crescimento e as alterações enzimáticas envolvidas, que tornam o endométrio das pacientes mais suscetível ao desenvolvimento da enfermidade.

Outra possível causa pode ser o sistema imunológico da mulher. Baixa imunidade pode trazer não somente o desenvolvimento de endometriose como de outras doenças. Outros fatores também podem influenciar no surgimento da doença, como:

  • Peso excessivo;
  • Problemas hormonais;
  • Estresse;
  • Baixo consumo de vitaminas C e D.

Podemos citar, ainda, que a menstruação retrógrada, situação em que a menstruação não é eliminada corretamente, seguindo em direção a outros órgãos pélvicos, pode trazer a doença. Fatores ambientais, como a presença de poluentes presentes na gordura das carnes e dos refrigerantes, também podem alterar o sistema imunológico, fazendo com que o organismo não reconheça estes tecidos.

Principais sintomas da endometriose

É importante que todas as mulheres estejam atentas aos principais sintomas da endometriose, que incluem dores fortes durante o período menstrual e sangramentos anormais durante a menstruação. Lembre-se que apresentar desconfortos durante o ciclo menstrual é comum, mas que é preciso ficar atenta quando as dores passam a te impedir de realizar atividades comuns do seu dia a dia.

Além disso, existem outros sintomas que podem indicar a presença de endometriose, elencados abaixo:

  • Dores durante as relações sexuais;
  • Dores para evacuar;
  • Infertilidade;
  • Prisão de ventre ou diarreia durante o ciclo menstrual;
  • Cólica excessivamente forte durante o período menstrual;
  • Dor pélvica contínua nos períodos em que a mulher não está menstruada;
  • Sangramento nas fezes;
  • Fadiga e cansaço crônicos.

Ao detectar um ou mais dos sintomas citados, é preciso consultar um médico para realizar um exame que confirme o diagnóstico de endometriose, para que o especialista, na sequência, indique o tratamento mais apropriado.

Tipos de endometriose existentes

Em resumo, a doença pode ser categorizada em três tipos: superficial, profunda e ovariana (endometrioma). Em geral, é possível perceber a diferença antes da cirurgia – e ela é confirmada durante o procedimento cirúrgico – ou, ainda, através de exames de imagem, como a ultrassonografia especializada e a ressonância magnética.

Assim sendo, no intraoperatório o médico conseguirá detectar onde estão estas lesões.

Endometriose superficial

Esta é aquela que atinge, normalmente, o peritônio, tecido que recobre internamente os órgãos da cavidade abdominal e pélvica. É o tipo mais comum e menos grave. Embora seja denominada como superficial, contudo, este tipo pode causar dores muito intensas.

Endometriose ovariana

Esta versão da doença atinge, principalmente, a área externa dos ovários, formando cistos no local, conhecidos como endometriomas, a partir do acúmulo de sangue na região durante o ciclo menstrual.

Endometriose profunda

Trata-se da versão mais severa da enfermidade, uma vez que penetra mais profundamente no organismo, trazendo sintomas mais intensos durante o período menstrual.

As lesões causadas pela endometriose profunda geralmente atingem tanto o peritônio quanto os outros órgãos das regiões abdominal e pélvica, tais como intestino, bexiga, ureteres, ligamentos que sustentam o útero e outros. Este tipo também pode afetar a fertilidade da paciente.

Endometriose de parede abdominal

Este tipo acomete a parede do abdômen (em geral, em áreas submetidas anteriormente a uma cirurgia). O procedimento que mais comumente causa o surgimento deste problema é o parto cesariano, especialmente em situações de interrupção prematura.

Outra região que pode ser afetada por esta versão da patologia é a região do umbigo. Os nódulos da parede abdominal tornam-se mais dolorosos, aumentando durante a fase da menstruação. Seu diagnóstico é obtido através de uma ultrassonografia da parede abdominal.

Endometriose pulmonar

Esta versão é a forma mais rara da doença. Ela costuma acontecer quando o tecido endometrial responsivo aos hormônios, através da corrente sanguínea, se desenvolve na região do pulmão. Os sintomas clínicos desta patologia são sangramento nas vias áreas no período menstrual, geralmente em formato de tosse. O diagnóstico também pode ser feito através de biópsia e exames de imagem.

Tratamento para endometriose

O tratamento para combate à endometriose pode variar de acordo com alguns fatores, tais como a gravidade dos sintomas, a idade da paciente e se a mulher deseja ou não engravidar.

Um dos principais tratamentos pode envolver a interrupção do ciclo menstrual, criando um estado similar ao gestacional, podendo ajudar a impedir a progressão da doença. Para isso, o médico costuma receitar pílulas anticoncepcionais, com estrogênio e progesterona de forma contínua, sem pausas, para que a paciente não menstrue. Pode, também, ser realizado o bloqueio hormonal através de injeções que causam o bloqueio da hipófise, levando a um estado como uma pseudomenopausa.

Os efeitos colaterais deste tratamento podem incluir escapes indesejados de sangue, ganho de peso, sensibilidade nos seios e náuseas. Esta terapia costuma aliviar a maior parte dos sintomas da endometriose, mas não reverte as alterações físicas já provocadas anteriormente pela doença. Já as pacientes que desejam engravidar não devem optar por este tratamento.

O médico pode, ainda, receitar medicamentos que impedem a produção de estrogênio por ovários. Alguns dos possíveis efeitos colaterais podem indicar sintomas de menopausa, como ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor e perda de densidade óssea.

Cirurgia de endometriose

Conforme já anteriormente mencionado, a cirurgia de endometriose é a opção mais indicada para quadros mais graves e sintomáticas da doença. A laparoscopia pode ser utilizada para tratar as lesões. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva e muito resolutiva, sendo a mais comumente indicada. Já a cirurgia robótica, que apresenta as mesmas vantagens da laparoscopia, com uma maior precisão, é outra excelente opção de tratamento.

Para saber mais sobre a endometriose, entre em contato com a Clínica Mater Prime e agende uma consulta.

Fontes:

Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia;

Sociedade Brasileira de Endometriose.

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