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Cirurgia de endometriose

Procedimento é indicado para casos em que a mulher deseja engravidar ou apresenta sintomas graves da doença

A endometriose é uma doença ginecológica benigna caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Trata-se de uma doença inflamatória que provoca desde cólicas intensas, muitas vezes fora do período menstrual, até infertilidade.

A causa da endometriose ainda não foi completamente elucidada, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã sofrem com a doença.

A endometriose acomete aproximadamente uma a cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Frequentemente é diagnosticada em mulheres na faixa dos 25 aos 35 anos de idade e raramente é encontrada em mulheres após a menopausa.

A doença é mais comum em mulheres da raça branca quando comparadas a mulheres afrodescendentes ou asiáticas e alguns estudos sugerem que esse distúrbio é mais comum em mulheres altas e magras (baixo índice de massa corpórea).

Além disso, o risco de desenvolver a doença parece maior nas mulheres com a primeira gestação tardia. Estimativas sugerem que aproximadamente 20 a 50% das pacientes que realizam tratamento para infertilidade têm endometriose e que 80% das pacientes com dor pélvica também possam ter a doença.

Como é feito o tratamento da endometriose?

O tratamento da endometriose pode ser realizado com medicamentos ou cirurgia. Vale lembrar que se trata de uma doença sem cura, mas que pode ser controlada de modo a não causar impactos na qualidade de vida da mulher, que muitas vezes tem sua rotina de trabalho, estudos e atividades pessoais prejudicada em razão da doença.

Os medicamentos mais usados são os anti-inflamatórios não hormonais, para alívio da dor pélvica e da cólica menstrual. Esses medicamentos não têm ação sobre a doença. Entretanto, eles diminuem a produção de prostaglandinas, substâncias responsáveis pela sensação de dor.

Se após a introdução do medicamento ocorrer alívio da dor, nenhum outro procedimento ou tratamento precisa ser necessariamente indicado. Caso contrário, nova avaliação é indicada a fim de avaliar outras modalidades de tratamento para melhora do quadro.

O tratamento medicamentoso também pode incluir remédios que diminuem ou bloqueiam a produção do hormônio estrogênio pelos ovários, pois a endometriose necessita do estímulo desse hormônio para se desenvolver. Exemplos desses medicamentos são os análogos do GnRH, anticoncepcionais orais combinados e progestágenos.

Quando os medicamentos não surtem efeitos, pode-se optar pela cirurgia de endometriose. No entanto, entre 40 e 80% das pacientes operadas apresentam recidiva dos sintomas dolorosos dentro dos primeiros dois anos de acompanhamento.

Quando é indicada e como é feita a cirurgia de endometriose?

A cirurgia de endometriose é indicada quando a mulher apresenta sintomas graves e que podem interferir diretamente na sua qualidade de vida, quando não há resposta ao tratamento com medicamentos ou quando são verificadas outras alterações no endométrio, ou no sistema reprodutivo.

De acordo com a idade e gravidade da endometriose, o médico pode optar pela realização de cirurgia de endometriose conservadora ou definitiva.

Cirurgia de endometriose conservadora

Tem como objetivo preservar a fertilidade da mulher, sendo realizada mais frequentemente em mulheres em idade reprodutiva e que desejam ter filhos. Nesse tipo de cirurgia de endometriose são removidos apenas os focos de endometriose e as aderências.

A cirurgia de endometriose conservadora é normalmente realizada por meio da videolaparoscopia, com anestesia geral. Durante este procedimento, o médico faz pequenas incisões no abdômen, para que possam ser inseridos pequenos tubos com uma microcâmera e os instrumentos que permitem a remoção dos focos de endometriose.

Após a remoção de todos os focos encontrados, o médico retira os instrumentos utilizados durante o procedimento e sutura as incisões que foram abertas.

Cirurgia de endometriose definitiva

É indicada quando o tratamento com medicamentos ou quando a cirurgia conservadora não apresentou resultados. Dependendo do caso, pode ser necessário remover o útero e/ou os ovários. Este procedimento é chamado de histerectomia e é indicado apenas para as mulheres que já tiveram filhos e/ou para aquelas que não querem engravidar.

Este tipo de cirurgia de endometriose pode ser feito de três maneiras: via abdominal, quando o útero é retirado por uma incisão abdominal; vaginal, quando o órgão é retirado por via vaginal; ou por videolaparoscopia. Nesse caso, são feitas pequenas incisões no abdômen e a retirada do útero também é pela vagina.

Cuidados pré-operatórios da cirurgia de endometriose

Os exames solicitados pelo médico incluem:

  • Hemograma completo;
  • Eletrocardiograma;
  • CA125, um exame de sangue que avalia o prognóstico da doença;
  • Ultrassom transvaginal, para identificar quais órgãos foram atingidos. Se necessário, o cirurgião pode ainda solicitar uma ressonância magnética com preparo intestinal.

Como é a recuperação da cirurgia de endometriose?

Em geral, a mulher recebe alta em até 24 horas após a cirurgia de endometriose. Aquelas que foram submetidas à histerectomia podem precisar de um período maior de internação.

Apesar do tempo de internação não ser longo, o período para a recuperação completa após a cirurgia de endometriose pode variar de duas semanas a um mês. Durante o processo de recuperação é recomendado que a paciente:

  • Fique em repouso relativo;
  • Evite esforços excessivos como trabalhar, limpar a casa ou levantar objetos mais pesados que um quilo;
  • Não faça exercício físico durante o primeiro mês após a cirurgia;
  • Evite relações sexuais durante as duas primeiras semanas;
  • Tenha uma alimentação leve e equilibrada;
  • Beba bastante água;
  • Faça uso das medicações prescritas;
  • Compareça às consultas de retorno recomendadas pelo médico.

Dependendo do caso, a paciente continua o tratamento com anticoncepcionais de uso contínuo, para interromper o ciclo menstrual e retardar a progressão da doença. Se a mulher quiser engravidar e não conseguir de forma natural, poderá optar pela reprodução assistida com a fertilização in vitro.

Riscos da cirurgia de endometriose

Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia de endometriose também tem riscos. Quando há intervenção nos intestinos, pode ser necessária a realização de uma colostomia (abertura na cavidade para que as fezes sejam eliminadas pelo abdômen). Após a cirurgia, se ocorrer febre, dor intensa ou inchaço, a recomendação é procurar imediatamente um médico ou o hospital mais próximo, pois esses sintomas podem indicar inflamação/infecção.

Qual o valor de uma cirurgia de endometriose?

O preço da cirurgia de endometriose varia conforme a técnica cirúrgica. Esse valor depende do material a ser utilizado, do tempo de internação, dos honorários médicos, dos auxiliares e do anestesista, e das medicações e materiais utilizados.

 

Fontes:

Clínica de Reprodução Humana Mater Prime

MSD

Ministério da Saúde

Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva

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