
Antes de iniciar a fertilização in vitro, é fundamental avaliar a saúde do casal e identificar condições que possam comprometer a segurança ou as chances de sucesso do tratamento
Por mais angustiante que seja, não é incomum que o início do tratamento de fertilização in vitro (FIV) seja cancelado. O objetivo de impedir o início da fertilização in vitro não é interromper o tratamento permanentemente, mas sim evitar prosseguir quando as condições não são ideais.
Saiba, no texto a seguir, quando é necessário impedir o início da fertilização in vitro, o que fazer nessa situação e como é definido o momento certo de começar o tratamento.
Índice
- Quais exames são obrigatórios antes de iniciar a FIV?
- Em quais situações a FIV pode precisar ser adiada?
- Infecções, alterações hormonais ou problemas no útero podem impedir a FIV?
- É possível iniciar a FIV mesmo com miomas, endometriose ou hidrossalpinge?
- O que fazer quando a FIV precisa ser adiada?
- Como a equipe médica define o momento ideal para iniciar o tratamento?
- Como a Mater Prime ajuda a identificar e tratar fatores que podem impedir o início da FIV?
Quais exames são obrigatórios antes de iniciar a FIV?
Antes da FIV, homens e mulheres passam por uma série de exames clínicos e laboratoriais com o objetivo de identificar doenças, alterações hormonais e condições que possam interferir no tratamento. Entre eles, destacam-se:
- Espermograma: avalia a quantidade, qualidade e motilidade dos espermatozoides.
- Teste de fragmentação de DNA: detecta possíveis danos no material genético dos espermatozoides que podem afetar a fertilização e o desenvolvimento do embrião.
- Ultrassom de bolsa testicular: ajuda a identificar possíveis anomalias ou condições que possam interferir na produção de espermatozoides saudáveis, como a varicocele.
- Glicemia em jejum: para avaliar a saúde metabólica e o controle do diabetes, se presente.
- Hemograma completo: para diagnosticar diversas doenças e infecções.
- Exames sorológicos: para detectar sífilis, HIV, hepatite B, hepatite C, HTL/V1 e HTL/V2.
- Tipagem sanguínea: caso a mulher tenha RH negativo e o parceiro tenha RH positivo, existe a possibilidade de o bebê nascer com o RH positivo, fato que pode causar problemas em uma nova gestação.
- Dosagens hormonais: para verificar os níveis de hormônios essenciais para a ovulação e a função ovariana.
- Exames de imagem: para avaliar fatores anatômicos, como a permeabilidade das tubas e a presença de anomalias uterinas.
Em quais situações a FIV pode precisar ser adiada?
Algumas razões que podem impedir o início da fertilização in vitro incluem:
- Número insuficiente de folículos em desenvolvimento que justifique a coleta de óvulos;
- Níveis hormonais que indicam que os óvulos podem não amadurecer adequadamente;
- Sinais de que os ovários estão reagindo de forma exagerada aos estímulos hormonais, o que pode aumentar o risco de complicações como a síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO) e gestações múltiplas;
- Revestimento uterino inadequado para a implantação do embrião;
- Doenças crônicas descompensadas, como diabetes, hipertensão arterial ou distúrbios da tireoide.
Infecções, alterações hormonais ou problemas no útero podem impedir a FIV?
Sim. Infecções ginecológicas ou sistêmicas precisam ser tratadas antes da transferência embrionária ou da coleta dos óvulos. Isso reduz riscos de complicações e melhora o ambiente uterino.
Alterações hormonais, especialmente relacionadas à tireoide, à prolactina ou à síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), também podem comprometer a resposta ao tratamento caso não estejam adequadamente controladas.
Além disso, pólipos endometriais, aderências uterinas, inflamações e malformações podem interferir na implantação do embrião. Dependendo da gravidade, essas alterações podem impedir o início da fertilização in vitro até que sejam tratadas.
É possível iniciar a FIV mesmo com miomas, endometriose ou hidrossalpinge?
Depende da condição. Nem todos os miomas interferem na fertilidade. Aqueles localizados fora da cavidade uterina frequentemente não exigem tratamento antes da FIV.
No caso da endometriose, há situações em que é possível realizar a fertilização in vitro sem a necessidade de cirurgia para tratar a doença. A hidrossalpinge merece atenção especial porque o líquido acumulado nas tubas uterinas pode reduzir as taxas de implantação embrionária. Nesses casos, costuma-se recomendar tratamento antes da transferência embrionária, mas podemos realizar as coletas de óvulos antes, sem prejuízo.
Embora essas condições nem sempre sejam impeditivas, algumas situações podem, sim, impedir o início da fertilização in vitro até que a equipe médica considere o ambiente reprodutivo adequado. Assim que o problema for corrigido, a FIV pode ser retomada.
O que fazer quando a FIV precisa ser adiada?
O primeiro passo é seguir rigorosamente as orientações médicas para tratar a condição identificada. Dependendo do diagnóstico, podem ser indicados medicamentos, controle hormonal, cirurgia, mudanças de hábitos ou acompanhamento com outros especialistas.
Até que o tratamento seja retomado, é recomendável manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar doenças preexistentes e evitar o consumo excessivo de álcool e o tabagismo.
Na maioria das situações, as causas que podem impedir o início da fertilização in vitro são temporárias e podem ser resolvidas com tratamento adequado.
Como a equipe médica define o momento ideal para iniciar o tratamento?
O início da FIV é definido após uma avaliação da saúde reprodutiva e clínica do casal, que considera idade, reserva ovariana, qualidade dos espermatozoides, condições uterinas, exames laboratoriais e histórico médico.
O protocolo de tratamento é individualizado conforme as necessidades de cada paciente. Em alguns casos, pode ser necessário realizar tratamentos antes da estimulação ovariana para otimizar os resultados.
Esse planejamento cuidadoso evita iniciar o procedimento em um momento desfavorável, reduzindo fatores que podem impedir o sucesso do tratamento.
Como a Mater Prime ajuda a identificar e tratar fatores que podem impedir o início da FIV?
A Mater Prime oferece atendimento especializado em reprodução assistida, realizando uma investigação completa antes do início da fertilização in vitro. A equipe multidisciplinar avalia detalhadamente exames clínicos, hormonais e de imagem para identificar fatores que possam interferir no tratamento.
Quando alguma alteração é encontrada, o paciente recebe um plano terapêutico individualizado, com acompanhamento contínuo até que todas as condições estejam adequadas para iniciar a FIV.
Com tecnologia, experiência médica e atenção individualizada, a Mater Prime acompanha cada etapa da jornada reprodutiva, oferecendo suporte para que o tratamento seja iniciado no momento mais apropriado.
Para saber mais, agende uma consulta com nossos especialistas.
Fontes
Mater Prime
Sociedade Brasileira de Reprodução Humana
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
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