
Embora a fertilidade diminua nessa fase, ainda pode acontecer uma gravidez na perimenopausa. Entenda quais são as chances, os principais riscos e quando procurar um especialista.
A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar, enquanto a perimenopausa corresponde ao período de transição que antecede essa fase. Como essa transição acontece de forma gradual e pode se estender por vários anos, a fertilidade não desaparece de uma hora para outra. Enquanto houver ovulação, mesmo que de maneira irregular, ainda existe possibilidade de engravidar — embora as chances diminuam progressivamente com o avanço da idade.
Continue a leitura deste texto para entender melhor a gravidez na perimenopausa.
Índice
É possível engravidar na perimenopausa?
A perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa, geralmente durando de quatro a dez anos. Durante esse período, os níveis hormonais flutuam, causando ovulação irregular e alterações menstruais. Em média, a perimenopausa começa por volta dos 40 anos, embora algumas pessoas a experimentem mais cedo ou mais tarde.
Durante essa fase, os ovários ainda liberam óvulos, porém de forma irregular. A reserva ovariana (quantidade de óvulos restantes) diminui gradualmente, e os níveis do hormônio folículo-estimulante (FSH) aumentam à medida que o corpo trabalha mais para estimular a maturação dos óvulos.
Após a menopausa, a ovulação natural cessa completamente. Essa diminuição da fertilidade ocorre progressivamente durante a perimenopausa, mas não se fecha completamente até a chegada da menopausa. Sendo assim, é possível haver uma gravidez na perimenopausa, embora com menor probabilidade.
Como dito, é comum, nesse período, os ovários liberarem óvulos ocasionalmente, mesmo durante ciclos irregulares. A mulher pode ficar meses sem ovular e, de repente, liberar um óvulo. A presença de menstruação, mesmo que esporádica, indica que a atividade ovariana ainda não cessou.
Quais são as chances de gravidez na perimenopausa?
As chances de gravidez na perimenopausa diminuem progressivamente com a idade. Isso acontece porque, ao longo dos anos, há uma redução tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos.
De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, mulheres no início dos 40 anos têm aproximadamente 5% de chance de engravidar a cada mês, em comparação com cerca de 20% para aquelas na faixa dos 30 anos. Já no final da quarta década de vida, engravidar sem o auxílio especializado de uma clínica de reprodução assistida se torna cada vez mais difícil, mas não impossível. As chances variam bastante e dependem de diferentes fatores, como idade, histórico reprodutivo, condições de saúde e características do ciclo menstrual da paciente.
A gravidez na perimenopausa apresenta mais riscos?
Após os 45 anos, a redução da reserva ovariana é ainda mais acentuada e a qualidade dos óvulos fica comprometida. A principal alteração diz respeito à probabilidade de um embrião ser geneticamente saudável. Com o aumento da idade gestacional, as anomalias cromossômicas ligadas à divisão celular se tornam mais frequentes. Por esse motivo, mesmo quando a concepção ocorre, a probabilidade de aborto espontâneo nas primeiras semanas aumenta.
Uma gravidez após os 40 anos inclui riscos como:
- Aborto espontâneo;
- Mortalidade perinatal (bebê natimorto);
- Baixo peso do bebê ao nascer;
- Restrição de crescimento intrauterino;
- Anomalias cromossômicas que causam atrasos no desenvolvimento ou deficiências intelectuais;
- Diabetes gestacional, pré-eclâmpsia ou outras complicações obstétricas;
- Parto prematuro e com necessidade de cesariana.
Embora esses riscos sejam maiores em uma gravidez na perimenopausa, o acompanhamento pré-natal rigoroso durante toda a gestação ajuda a gerenciá-los de maneira eficaz.
Quando procurar um especialista em reprodução humana?
Se você está começando a notar alterações menstruais, ciclos irregulares ou outros sintomas da perimenopausa — e ainda deseja engravidar —, é importante não adiar a ida a um especialista. A fertilidade diminui progressivamente nessa fase, mas ainda existem possibilidades reais com o diagnóstico e o apoio adequados.
Na Mater Prime, os especialistas em reprodução humana realizam uma avaliação personalizada da saúde da paciente, o que inclui reserva ovariana, perfil hormonal e situação reprodutiva, para oferecer a estratégia mais adequada — seja por meio de fertilização in vitro (FIV) ou por outras técnicas de reprodução assistida.
Para mulheres que buscam atendimento especializado, uma clínica de reprodução humana assistida pode oferecer investigação e acompanhamento adequados para cada situação. A avaliação precoce é importante quando existe o desejo de engravidar após os 40 anos, pois permite compreender melhor as possibilidades e definir estratégias de acordo com as características de cada paciente.
Para saber mais, agende uma consulta com nossos especialistas.
Fontes
Cleveland Clinic
Mayo Clinic
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
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