Sexagem fetal: quando fazer, quanto custa e o exame é confiável?

Exame laboratorial permite identificação do sexo do bebê por meio da análise do sangue materno

A descoberta do sexo do bebê costuma ser um momento de grande expectativa para os casais e suas famílias. Nos últimos anos, um exame tem ganhado bastante destaque por permitir que essa identificação seja feita de forma precoce (a partir da oitava semana de gestação): a sexagem fetal.

Realizado a partir de uma amostra de sangue da gestante, o teste consegue identificar fragmentos do DNA do bebê presentes na circulação materna por meio de técnicas que detectam a presença do cromossomo Y. Se ele for encontrado, o bebê é um menino. Se não, é uma menina.

Por ser um exame simples, não invasivo e relativamente acessível, a sexagem fetal tem se tornado cada vez mais procurada. Saiba mais detalhes sobre esse exame no conteúdo a seguir.

Quer descobrir o sexo do bebê? Entenda quando o exame é realmente confiável.

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Quando deve ser feita a sexagem fetal?

O momento ideal para a realização da sexagem fetal é a partir da oitava semana de gestação. Nessa fase, já existe DNA fetal circulando no sangue da gestante em quantidade suficiente para que seja possível identificar com segurança o cromossomo Y.

Ao compará-la com o ultrassom obstétrico, que é capaz de identificar o sexo do bebê entre a 14ª e a 16ª semana, percebemos que a sexagem fetal permite essa descoberta de forma precoce, várias semanas antes. No entanto, é importante ter em mente que o exame não substitui o acompanhamento pré-natal nem outros exames essenciais da gestação.

Vale mencionar que a realização da sexagem fetal antes da oitava semana de gestação não é necessariamente proibida. No entanto, a concentração de material genético do feto ainda é muito baixa, o que aumenta o risco de resultados inconclusivos ou incorretos.

Qual é o valor de um exame de sexagem fetal?

No Brasil, um exame de sexagem fetal geralmente custa entre R$ 140 e R$ 200. O valor do exame pode variar conforme o laboratório responsável pela análise, a cidade e a região do país, e o prazo de entrega do resultado.

Um dos principais fatores que impactam a variação de preço é o prazo de entrega dos resultados. Em geral, exames com prazo mais curto têm um custo maior. Ainda assim, o custo relativamente acessível é um dos fatores que contribuíram para a popularização do exame entre as gestantes.

Independentemente do preço, é fundamental se atentar para que a sexagem fetal seja realizada sempre em laboratórios confiáveis e que sigam rigorosos padrões de qualidade em todas as etapas do procedimento. Assim, tem-se maior precisão e confiança no resultado.

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Sexagem fetal é 100% confiável?

A sexagem fetal é considerada um exame altamente confiável quando realizada no período correto da gestação. Estima-se que a precisão ultrapasse os 99% após a oitava semana, desde que a coleta e a análise sejam feitas de forma adequada.

Em caso de dúvida ou inconsistências sobre os resultados do exame, outras abordagens, como o ultrassom no momento correto, podem confirmar o resultado. É importante se atentar também ao fato de que a sexagem deve fazer parte de todo o contexto do acompanhamento médico da gestação.

Quem usa Clexane® pode fazer sexagem fetal?

O Clexane® (enoxaparina) é um medicamento anticoagulante frequentemente prescrito durante a gestação em mulheres com trombofilia ou risco de formação de coágulos. Seu uso, bem como o de outros anticoagulantes da mesma família, pode interferir nos resultados da sexagem fetal.

Isso ocorre porque esse tipo de anticoagulante inibe a reação que identifica a presença ou não do cromossomo Y no DNA do feto. Ou seja, a realização da sexagem fetal em mulheres que utilizam o medicamento pode gerar resultados inconclusivos ou falsos-negativos.

É possível saber o sexo do bebê antes mesmo de a gravidez evoluir?

Em alguns casos específicos, é possível identificar o sexo do bebê ainda antes antes mesmo da implantação do embrião durante um tratamento de FIV (fertilização in vitro) com teste genético pré-implantacional (PGT). No entanto, no Brasil não é permitido escolher o sexo do bebê por preferência pessoal.

A legislação e as diretrizes médicas autorizam o uso dessa informação apenas se houver indicação médica, com o intuito de evitar doenças genéticas ligadas ao sexo. Nesse processo, o embrião é analisado em laboratório antes de ser transferido. Como o exame avalia os cromossomos embrionários em busca de alterações, é possível identificar se o embrião tem os cromossomos XX ou XY, o que permite identificar o sexo.

Entre alguns exemplos dessas condições, podemos mencionar:

  • Distrofia muscular de Duchenne;
  • Hemofilias A e B;
  • Síndrome do X frágil;
  • Distrofia muscular de Becker;
  • Adrenoleucodistrofia ligada ao X.

Nessas situações, a realização de exames como o PGT pode identificar alterações genéticas nos embriões antes da transferência para o útero, reduzindo o risco de transmissão da doença para o bebê.

Embora seja um contexto diferente em relação à sexagem fetal, esse tipo de análise demonstra como os avanços da medicina reprodutiva têm facilitado a identificação de informações genéticas importantes de forma cada vez mais precisa e segura. Esses recursos fazem parte da rotina de uma clínica de reprodução humana quando há indicação para tratamentos e exames genéticos relacionados ao planejamento reprodutivo.

Para saber mais sobre sexagem, exames pré-implantacionais e outros testes realizados durante a gravidez, entre em contato com a Mater Prime.

Além da sexagem fetal, a Mater Prime oferece investigação genética quando existe indicação médica.

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Fontes:

Mater Prime

Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Ministério da Saúde

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