Congelamento de óvulos: há efeitos colaterais?

Entenda quais são os possíveis efeitos físicos e emocionais do procedimento, e como o acompanhamento médico ajuda a tornar o processo mais seguro

Se você está considerando o congelamento de óvulos, entender os possíveis efeitos colaterais pode ajudar a reduzir preocupações sobre este tratamento de preservação da fertilidade.

O texto a seguir traz informações sobre congelamento de óvulos, efeitos colaterais físicos e emocionais, e quais medidas podem ser adotadas para que esses efeitos sejam minimizados.

Conhecer os efeitos esperados ajuda a enfrentar o tratamento com mais tranquilidade.

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Por que o congelamento de óvulos pode causar efeitos colaterais?

O tratamento de congelamento de óvulos envolve a estimulação dos ovários para produzir o máximo possível de óvulos maduros e de qualidade. Para isso, inclui o uso de medicamentos hormonais (orais e injetáveis), que podem provocar alguns sintomas transitórios, que variam de intensidade de acordo com cada organismo.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns durante a estimulação ovariana?

Durante a fase de estimulação ovariana do tratamento de congelamento de óvulos, efeitos colaterais como inchaço abdominal leve, cólicas, sensibilidade nos ovários ou nas mamas, alterações de humor, retenção de líquidos e náuseas são comuns. Esses sintomas são temporários e desaparecem assim que o ciclo termina.

A estimulação ovariana engorda?

Um ganho de peso temporário e leve pode ocorrer durante o tratamento devido à retenção de líquidos e ao inchaço causado pelo uso das medicações. Geralmente, desaparece após a coleta de óvulos.

Efeitos colaterais emocionais: o que muitas pacientes sentem durante o processo?

Durante o tratamento de congelamento de óvulos, efeitos colaterais emocionais também podem ser observados. As alterações hormonais e o impacto emocional das decisões sobre fertilidade podem levar a oscilações de humor, ansiedade, irritabilidade ou sentimentos inesperados. Sentir uma mistura de emoções é normal, pois o congelamento de óvulos é uma jornada física e emocional.

Existe risco de complicações mais graves no congelamento de óvulos?

O tratamento para congelamento de óvulos, além dos efeitos colaterais citados, pode trazer alguns riscos, embora estes sejam raros.

Entre eles destacam-se a síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO), uma condição rara em que algumas mulheres reagem de forma exagerada aos medicamentos para estimulação ovariana, podendo desenvolver retenção de líquidos e inchaço abdominal. Em 1% dos casos, pode ser grave e exigir internação hospitalar para tratamento médico.

Outros possíveis riscos incluem:

  • Torção ovariana: ocorre quando um ovário estimulado gira sobre si mesmo devido ao aumento do peso causado pelo excesso de folículos, interrompendo o fluxo sanguíneo. A cirurgia é necessária para destorcer o ovário ou, em casos graves, para removê-lo.
  • Hemorragia intraperitoneal: ocorre quando a agulha de coleta de óvulos perfura acidentalmente um vaso sanguíneo, causando sangramento na cavidade abdominal.
  • Infecção: pode ocorrer se bactérias entrarem no útero ou nos ovários durante o procedimento de coleta de óvulos.

A paciente é informada sobre os riscos antes do procedimento, mas é importante lembrar que a coleta de óvulos é um procedimento simples e seguro, realizado por profissionais especializados.

O procedimento de coleta dói?

O processo de coleta não causa dor, pois é feito sob sedação, mas pode gerar um leve desconforto durante ou após sua realização. O procedimento em si leva apenas 20 minutos.

A coleta de óvulos é a etapa final do tratamento de congelamento. Durante o procedimento, os óvulos são removidos dos ovários por meio de uma agulha fina inserida pela vagina até o ovário, guiada por ultrassom. O líquido é delicadamente aspirado através da agulha para remover os óvulos dos folículos.

Quanto tempo duram os efeitos colaterais após o congelamento de óvulos?

Os efeitos colaterais do congelamento de óvulos, na maioria dos casos, desaparecem poucos dias após o fim da estimulação hormonal. Conforme os hormônios deixam de ser utilizados, os ovários retornam gradualmente ao tamanho normal e os sintomas diminuem naturalmente.

O congelamento de óvulos pode afetar a fertilidade no futuro?

Não. O congelamento de óvulos não reduz a fertilidade natural. O procedimento utiliza os óvulos que o corpo liberaria naquele mês; portanto, os ciclos futuros permanecem intactos. Da mesma forma, no congelamento de óvulos, efeitos colaterais como menopausa precoce não ocorrem.

Os óvulos congelados podem ser utilizados futuramente em um tratamento de FIV, caso essa seja a melhor estratégia para alcançar a gravidez.

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Quem tem mais risco de sentir efeitos colaterais mais intensos?

No tratamento de congelamento de óvulos, efeitos colaterais mais intensos podem ser observados em algumas pacientes, que podem apresentar resposta mais acentuada aos hormônios utilizados durante o tratamento.

Entre os fatores que aumentam o risco de sintomas mais fortes estão:

O que pode ser feito para reduzir os efeitos colaterais durante o tratamento?

Durante o congelamento de óvulos, efeitos colaterais podem ser reduzidos por meio de algumas medidas, como:

  • Manter uma boa hidratação;
  • Priorizar uma alimentação leve;
  • Evitar o excesso de sal;
  • Seguir corretamente os horários da medicação;
  • Evitar exercícios intensos durante a estimulação;
  • Informar qualquer sintoma diferente ao médico.

Efeitos colaterais x benefícios: como colocar isso na balança?

O congelamento de óvulos oferece mais possibilidades de planejamento reprodutivo e preservação da fertilidade, especialmente para mulheres que desejam engravidar no futuro.

Os efeitos colaterais costumam ser temporários, enquanto a preservação da fertilidade pode trazer segurança e tranquilidade para decisões futuras.

O mais importante é ter informações claras, expectativas realistas e um acompanhamento médico individualizado.

Seguindo as orientações médicas, a maioria das pacientes lida muito bem com os possíveis efeitos colaterais do tratamento.

A Mater Prime pode te orientar sobre os riscos e acompanhar cada etapa com segurança

Quando se fala em efeitos colaterais, é comum que a preocupação aumente antes mesmo de entender como o processo funciona. Mas a intensidade e a ocorrência desses efeitos variam bastante de pessoa para pessoa — e é justamente por isso que o acompanhamento em uma clínica de reprodução humana faz diferença.

Na Mater Prime, o protocolo é ajustado conforme a resposta do organismo, com monitoramento próximo durante toda a estimulação. Isso permite identificar qualquer alteração precocemente e reduzir riscos ao longo do processo.

Ter essa orientação ajuda a passar pelo tratamento com mais previsibilidade e segurança, sabendo o que é esperado e quando é importante agir.

Na Mater Prime, o acompanhamento próximo reduz riscos e oferece mais segurança durante toda a estimulação.

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Fontes

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)

Blog

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