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Preservação da Fertilidade

As técnicas de preservação da fertilidade oferecem a possibilidade de adiar o momento de ter um filho a homens e mulheres que assim o desejem, ou que tenham alguma condição de saúde que possa prejudicar a sua fertilidade, como no caso de pessoas que precisam se submeter a tratamentos oncológicos.

Quando é indicado o tratamento de preservação da fertilidade?

  • Para mulheres que decidem adiar a maternidade por questões pessoais ou profissionais (muitas preferem se estabilizar na carreira antes de optar por formar uma família);
  • Pacientes diagnosticados com câncer que vão receber tratamento com quimio ou radioterapia;
  • Pacientes com doenças autoimunes que precisem de quimioterapia ou de transplante de medula óssea;
  • Homens que desejam realizar vasectomia e que se preocupam de, no futuro, desejarem se tornar pais;
  • Mulheres com risco de cirurgia ovariana repetida, como no caso da endometriose;
  • Para homens submetidos à cirurgia com possível impacto sobre a fertilidade masculina (retirada de testículos, cirurgias na uretra, próstata ou bexiga);
  • Para homens que atuam em profissões de risco, como mergulhadores profissionais, ou que ficam expostos a agentes químicos ou a metais pesados;
  • Para mulheres com risco de falência ovariana prematura.

Preservação da fertilidade feminina

O tratamento de preservação da fertilidade feminina é realizado, na maioria das vezes, com o congelamento de óvulos, em um processo semelhante às etapas iniciais da Fertilização in Vitro (FIV), com avaliação médica para investigar a fertilidade, estimulação ovariana, indução da ovulação e punção folicular, finalizando com a criopreservação (congelamento).

Antes de dar início ao tratamento de preservação da fertilidade, a mulher deve passar por diferentes exames, sendo eles:

  • Teste de avaliação da reserva ovariana: para avaliar a quantidade e qualidade dos gametas femininos;
  • Testes hormonais: para que sejam analisam os níveis dos hormônios envolvidos no processo ovulatório;
  • Rastreio para infecções, inclusive as sexualmente transmissíveis: condições que podem alterar a qualidade dos óvulos.

Estando tudo em ordem com a sua saúde, ela é submetida à estimulação ovariana, procedimento que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de mais folículos. A estimulação ovariana é feita com medicamentos à base de hormônios (FSH/LH) por cerca de 10 dias. Esses medicamentos aumentam os níveis de FSH no organismo feminino e provocam o recrutamento de um número maior de folículos (que contêm os óvulos) e não de apenas um, como ocorre a cada ciclo natural.

O desenvolvimento dos folículos é acompanhado por exames periódicos de ultrassonografia transvaginal — em média, a cada dois dias. Eles permitem indicar o momento ideal para induzir a maturação final e ovulação, que ocorre em cerca de 36 horas, momento que os folículos são coletados por punção folicular.

A coleta é feita com auxílio de um ultrassom transvaginal, em centro cirúrgico, sob sedação leve e dura cerca de 15 minutos. Os óvulos coletados são então criopreservados pelo processo denominado vitrificação ou congelamento ultrarrápido.

A vitrificação consiste no congelamento dos óvulos em nitrogênio líquido à temperatura de -196oC. Conforme a temperatura diminui, são utilizadas soluções crioprotetoras para evitar a formação de cristais de gelo no interior das células.

É importante ressaltar que os óvulos congelados mantêm a idade com a qual foram retirados, podendo ser utilizados futuramente em uma paciente mais velha mantendo a qualidade de óvulo jovem.

Não há prazo de validade para serem mantidos congelados nem perda de qualidade de acordo com o tempo, podendo ser usados quando for preciso. Além disso, podem ser descartados a qualquer momento, ou seja, se a mulher engravidar naturalmente em época oportuna, ela pode requerer o descarte das células congeladas ou optar pela doação anônima para mulheres que estão fazendo o tratamento e não podem utilizar óvulos próprios.

Atualmente, as taxas de sobrevivência ao descongelamento ficam em torno de 85% com as técnicas de vitrificação.

Também é possível optar pelo congelamento de embriões para preservação da fertilidade. Nesse caso, antes do procedimento, a paciente deve passar por um procedimento de FIV.

Após a coleta de óvulos, os embriões são produzidos pela união do óvulo e do espermatozoide em laboratório (nesta técnica, a mulher precisa contar com um parceiro ou com um doador). Os embriões morfologicamente viáveis são criopreservados no quinto ou sexto dia de desenvolvimento extracorpóreo, em estágio de blastocisto.

Quando a paciente ou o casal decidirem pela gestação, é possível transferir os embriões para o útero após um ciclo ovulatório ou com o auxílio de um preparo hormonal do endométrio para simular um ciclo ovulatório.

As taxas de sobrevivência embrionária ao processo de congelamento e descongelamento são elevadas e, com o aperfeiçoamento das técnicas de vitrificação, chegam a níveis superiores a 90%.

Preservação da fertilidade masculina

Assim como no tratamento de preservação da fertilidade feminina, os homens também devem ser submetidos a alguns exames para terem sua fertilidade preservada. São eles:

  • Espermograma: avalia a fertilidade masculina. Também conhecido como análise seminal, possibilita a avaliação de critérios como morfologia e motilidade dos gametas masculinos;
  • Rastreio para infecções: pois, as bactérias sexualmente transmissíveis interferem na qualidade dos espermatozoides.

Com os exames realizados e não havendo nenhum problema de saúde, os melhores espermatozoides são selecionados por diferentes técnicas de preparo seminal. Quando eles não estão presentes no sêmen ejaculado, podem ser recuperados do epidídimo ou dos testículos por abordagens cirúrgicas minimamente invasivas.

Os gametas com melhor morfologia e motilidade selecionados são então congelados.

Preservação da fertilidade nos pacientes em tratamento oncológico

Na maioria das vezes, o comprometimento da fertilidade no homem ou na mulher não está relacionado ao desenvolvimento do câncer, mas sim aos tratamentos oncológicos, como radioterapia e quimioterapia, pois elas afetam a gametogênese, que é a produção de óvulos e espermatozoides. O tratamento oncológico age nas células cancerosas, mas pode afetar os ovários e testículos, diminuindo assim a qualidade dos gametas.

O processo para congelamento dos óvulos e gametas é o mesmo explicado acima, porém, é importante salientar que, nesses casos, há urgência do estímulo ovariano devido à restrição de tempo para início do tratamento oncológico.

Se o tratamento oncológico proposto for a irradiação para a região da pelve, os ovários podem ser reposicionados cirurgicamente para fora do campo de irradiação para reduzir o risco de danificação dos ovários pela irradiação.

Este procedimento é feito por videolaparoscopia. O cirurgião coloca os ovários atrás do útero durante o período do tratamento ou em outra localização distante do local que será atingido pela radiação, assim, após o tratamento radioterápico, os ovários podem voltar ao seu devido lugar com uma pequena cirurgia, garantindo a fertilidade dessas pacientes.

No caso dos homens, podem passar anos até que a produção de espermatozoides volte a se normalizar após o tratamento oncológico. Se após o período a concentração de espermatozoides for consistentemente baixa, a inseminação artificial e a FIV podem ser tratamentos eficazes para alcançar a gravidez.

Se os espermatozoides não forem encontrados na análise do sêmen é possível utilizar a biópsia testicular para obtê-los. Já se os mesmos não puderem ser obtidos, a gravidez pode ser possível utilizando espermatozoides congelados de um banco de sêmen de doadores. O médico oncologista responsável pelo tratamento do câncer pode solicitar ao casal esperar até seis meses após o término do tratamento para engravidar.

Já as mulheres devem consultar um especialista em reprodução humana para verificar a existência de danos aos órgãos reprodutivos após a liberação feita pelo médico oncologista. Após o tratamento contra o câncer, algumas mulheres ainda são capazes de engravidar naturalmente ou através de tratamentos de reprodução assistida. No entanto, se o dano ao sistema reprodutivo for significativo, o casal pode ainda considerar os tratamentos de doação de óvulos ou embriões, o útero solidário ou a adoção.

Muitas são as possibilidades para o desenvolvimento de gestações saudáveis e é imprescindível considerar uma clínica de reprodução humana assistida que ofereça um espaço acolhedor, com toda a infraestrutura e tecnologia para a realização dos tratamentos mais modernos e seguros, além de profissionais de excelência.

 

Fontes:

Clínica de Reprodução Humana Mater Prime

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

 

Desde 2012 ajudando pessoas a realizarem o sonho de gerar uma vida e formar uma família, a Mater Prime é uma clínica de reprodução humana que preza pelo atendimento humanizado e personalizado. Para isso, nosso espaço conta com uma estrutura completa e acolhedora, além de equipe especializada para tratar problemas de infertilidade.

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Sou o Rodrigo Rosa, sócio fundador da Mater Prime, Clínica de Reprodução Humana. Nós temos como propósito realizar o sonho dos casais de conceber uma nova vida! Para isso, contamos com equipe multidisciplinar composta por especialistas em reprodução humana, ginecologistas, obstetras, entre outros.

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