Procedimento é indicado quando o tratamento clínico não traz bons resultados ou quando os sintomas são muito intensos e incapacitantes
A adenomiose é uma condição caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio dentro da musculatura uterina. Ela pode provocar cólicas intensas, aumento do fluxo menstrual e dor pélvica crônica. Além disso, em alguns casos, também pode estar associada a dificuldades para engravidar.
O tratamento da adenomiose pode envolver diferentes abordagens, desde terapias hormonais até procedimentos cirúrgicos. Geralmente, a cirurgia de adenomiose é considerada nos casos em que os sintomas são intensos ou persistentes.
Para mulheres que desejam engravidar, a decisão sobre a cirurgia de adenomiose exige uma avaliação cuidadosa, especialmente em uma clínica de reprodução humana. Assim, é possível associar o tratamento a outros métodos, caso a doença seja um fator importante de infertilidade.
A cirurgia nem sempre é o primeiro passo para quem deseja engravidar.
Índice
Quando a cirurgia de adenomiose é indicada?
A cirurgia de adenomiose costuma ser uma conduta de exceção para pacientes com desejo reprodutivo e pode ser indicada em duas situações principais: falha no tratamento clínico e presença persistente de dor e sangramento. O objetivo do procedimento, em ambos os casos, é reduzir os focos de tecido endometrial e proporcionar uma melhora dos sintomas, tentando preservar o útero.
No caso de falha no tratamento clínico, a cirurgia de adenomiose é indicada quando as abordagens com medicamentos hormonais não apresentam resultados satisfatórios. A decisão pelo procedimento depende da intensidade dos sintomas e da extensão da doença, identificada em exames de imagem.
Já a presença de dor pélvica crônica e sangramento menstrual intenso é uma das principais indicações da cirurgia de adenomiose, que tem como objetivo restaurar a qualidade de vida da paciente de forma mais efetiva que nos tratamentos clínicos.
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Impacto da cirurgia de adenomiose na fertilidade e na FIV
A adenomiose pode afetar a fertilidade feminina de diferentes maneiras, principalmente por causa das alterações na estrutura do útero e da inflamação do ambiente uterino. Por isso, em alguns casos, a cirurgia de adenomiose pode ajudar a melhorar as condições uterinas para uma futura gestação.
No contexto da reprodução assistida, a cirurgia de adenomiose pode ser considerada antes da realização de tratamentos como a FIV (fertilização in vitro), dependendo da gravidade da doença e do histórico reprodutivo da paciente.
No entanto, a decisão precisa ser sempre individualizada. Isso porque nem todas as pacientes com adenomiose precisam passar por cirurgia antes de iniciar um tratamento de fertilidade, e a estratégia mais adequada só é determinada após uma avaliação médica detalhada de cada caso.
Tipos de cirurgia para adenomiose
Existem diferentes abordagens cirúrgicas para tratar a adenomiose. A escolha do tipo de cirurgia de adenomiose depende principalmente da extensão da doença e do desejo da paciente por engravidar, uma vez que as opções incluem procedimentos que preservam o útero ou cirurgias mais definitivas.
Adenomiomectomia
A adenomiomectomia é um tipo de cirurgia de adenomiose que busca remover apenas os focos da doença, preservando o útero por meio da reconstrução de sua parede. Geralmente, esse procedimento é indicado para mulheres que desejam manter a possibilidade de engravidar.
Cirurgia conservadora
A cirurgia conservadora engloba diferentes técnicas destinadas a reduzir a quantidade de tecido afetado pela adenomiose sem remover o útero. Nesse tipo de cirurgia de adenomiose, o objetivo é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da paciente, preservando a anatomia uterina sempre que possível.
Histerectomia
A histerectomia consiste na retirada completa do útero. Por isso, é considerada uma forma definitiva de tratamento da adenomiose. Esse tipo de cirurgia geralmente é indicado apenas quando não há desejo reprodutivo e quando os sintomas são intensos ou refratários a outras abordagens terapêuticas.
Como é feita a cirurgia de adenomiose?
A cirurgia de adenomiose pode ser realizada por meio de diferentes técnicas, dependendo da extensão da doença ou de outros fatores analisados individualmente no momento do diagnóstico.
Atualmente, muitos procedimentos podem ser realizados por meio de técnicas minimamente invasivas, que tendem a proporcionar uma recuperação mais rápida e segura, além de um menor tempo de internação.
Laparoscopia ou cirurgia aberta
A laparoscopia é uma técnica de cirurgia minimamente invasiva realizada por meio de pequenas incisões no abdome, através das quais passam os instrumentos especializados e uma microcâmera, que gera imagens que guiam o cirurgião.
Em alguns casos, principalmente os de maior complexidade, a cirurgia de adenomiose pode exigir a realização de um procedimento aberto (laparotomia), especialmente quando há necessidade de reconstrução uterina extensa.
Reconstrução uterina
Após a remoção do tecido afetado pelos focos de adenomiose, pode ser necessário reconstruir a parede uterina para preservar a integridade do útero. Essa etapa da cirurgia de adenomiose é especialmente importante para mulheres que desejam engravidar no futuro, pois ajuda a restaurar a anatomia uterina.
Gravidez após cirurgia de adenomiose
A possibilidade de engravidar após a cirurgia de adenomiose depende de vários fatores, como a idade da paciente, a extensão da doença e a técnica cirúrgica realizada.
Vale mencionar que, em casos em que a adenomiose é identificada como um fator de infertilidade, o procedimento pode melhorar as condições uterinas para a implantação embrionária e o desenvolvimento da gestação.
Tempo de espera
Geralmente, após uma cirurgia de adenomiose, é recomendado que a paciente passe por um período completo de recuperação antes de tentar engravidar. Esse tempo pode variar, mas na maioria dos casos fica entre 3 e 6 meses. O importante é que o útero cicatrize adequadamente após o procedimento.
Cuidados e acompanhamento
Cuidados na recuperação e acompanhamento médico após a cirurgia de adenomiose são fundamentais para uma melhora saudável e para avaliar a recuperação uterina e planejar o momento adequado para tentar uma gestação.
Entre esses cuidados, podemos mencionar:
- Manter repouso relativo nos primeiros dias após o procedimento;
- Evitar atividades de esforço no primeiro mês após a cirurgia;
- Manter uma dieta equilibrada e uma hidratação adequada;
- Fazer acompanhamento médico periódico, com exames de imagem e avaliações clínicas para monitorar a evolução da cicatrização uterina.
Alternativas reprodutivas após a cirurgia
Após a realização da cirurgia de adenomiose, há diferentes caminhos possíveis para quem deseja engravidar. A escolha da abordagem depende das condições clínicas da paciente após a recuperação do procedimento, que devem ser avaliadas com cuidado pelos especialistas.
Tentativa natural
Em alguns casos, após a recuperação da cirurgia de adenomiose, a gravidez pode ocorrer espontaneamente, principalmente porque as condições uterinas se tornam mais favoráveis para a implantação e o desenvolvimento embrionário.
Essa possibilidade, no entanto, depende da combinação com outros fatores que podem interferir na fertilidade feminina, como a idade, alterações na reserva ovariana, problemas hormonais, endometriose e outras causas de infertilidade.
FIV
Quando há dificuldade para engravidar ou quando existem outros fatores de infertilidade associados mesmo após a cirurgia de adenomiose, a fertilização in vitro pode ser considerada como alternativa.
Por ser um tratamento em que a fertilização do óvulo pelo espermatozoide ocorre em ambiente laboratorial e muito controlado, a FIV permite um maior controle das etapas do processo reprodutivo.
Congelamento de embriões como estratégia preventiva
Em determinadas situações em que há um risco de perda da capacidade reprodutiva após a cirurgia de adenomiose, o congelamento de embriões pode ser considerado como uma estratégia preventiva visando a uma gravidez futura, seja da própria paciente ou com o auxílio de um útero de substituição.
Como a Mater Prime avalia pacientes que passaram por uma cirurgia de adenomiose?
Em pacientes que já realizaram uma cirurgia de adenomiose e desejam engravidar, a avaliação da fertilidade precisa ser completa, cuidadosa e individualizada.
Na Mater Prime, cada caso é analisado com muito cuidado, levando em consideração não somente o histórico de adenomiose e do procedimento cirúrgico, mas a idade da paciente, sua reserva ovariana, as condições uterinas após a cirurgia e qualquer outro possível fator de infertilidade.
Essa abordagem personalizada permite definir o melhor momento para tentar engravidar e escolher a estratégia mais adequada para isso, seja por tentativa espontânea ou por meio de tratamentos de reprodução assistida.
A Mater Prime avalia individualmente o melhor momento para tentar a gestação após o tratamento da adenomiose.
Fontes:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia





