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Cisto no ovário: verdades e mentiras

Cisto no ovário: verdades e mentiras

O aparecimento de cistos é comum, mas existem muitas dúvidas em relação a eles. Veja o que é  mito e o que é verdade sobre o cisto no ovário

Cisto no ovário: verdades e mentiras
Imagem: Shutterstock

Os cistos são popularmente conhecidos como pequenas bolsas com líquido dentro. Seu surgimento é comum durante a vida reprodutiva da mulher, mas a presença de um cisto no ovário, muitas vezes, pode causar apreensão.

Por definição, cisto ovariano é quando essa bolsinha de líquido que se forma no ovário, tem tamanho maior ou igual a 3 cm.  Porém, na maioria dos casos, trata-se de uma lesão benigna, que não apresenta sintomas — são descobertos nos exames de rotina— e, na maioria das vezes, nem exigem tratamento, desaparecendo espontaneamente.

No caso de cistos maiores, podem ocorrer sintomas como enjoos, vontade frequente de urinar e dores abdominais ou na região pélvica. Todo mês, o próprio organismo forma um folículo dominante (que tem o mesmo formato de um cisto simples, mas,  em geral, menor pela definição); isso faz parte do processo reprodutivo da mulher.

Esse folículo vai crescendo até a fase da ovulação — chega a atingir de 18 a 23 mm. No dia da ovulação, ele se rompe e dele nasce um óvulo. São os chamados cistos funcionais e estão relacionados à idade fértil da mulher. Eles podem ser de dois tipos:

1-  Cisto funcional folicular: é o folículo dominante ovariano, as vezes cresce mais do que o normal durante o período menstrual e não ocorre a ruptura para liberar o óvulo. Geralmente, somem em dias ou meses sem necessidade de tratamento;

2- Cisto de corpo lúteo: ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue e, em geral, desaparecem com a próxima menstruação.

Além dos cistos funcionais, existem outros tipos de cistos também bastante comuns:

Endometrioma: cisto ovariano com conteúdo espesso que se forma em alguns casos de endometriose;

Teratoma: é um tipo de tumor, geralmente benigno, que surge devido à proliferação de células germinativas, com conteúdo heterogêneo.

Cistoadenoma: é um tipo de cisto simples, também cheio de líquido, que se origina no tecido que reveste o ovário.

Mentiras e verdades sobre o cisto no ovário

Apesar de serem comuns, as mulheres costumam ter muitas dúvidas em relação a esse assunto. A seguir, destacamos o que é verdade e o que é mentira quando se fala em cisto no ovário:

Ovário policístico e cisto no ovário é a mesma coisa.

Mentira. São problemas bem diferentes. O ovário policístico é causado por uma disfunção hormonal que ocorre devido a uma maior produção de hormônios masculinos. Em geral, os cistos (pequenos e em grande quantidade) aparecem nos dois ovários. Já o cisto é uma formação que se assemelha a uma bola de gude, preenchida por líquido, que ocorre no ovário devido à ovulação ou a outras questões ginecológicas.

O uso de medicamentos para fertilidade pode provocar o aparecimento de cistos.

Verdade. O uso de medicamentos para estimular a fertilidade pode causar hiperestimulação dos ovários, ou seja, podem ser formados vários “cistos” (porque, na verdade são folículos) grandes no local. Porém, eles costumam desaparecer logo após a menstruação ou da gravidez.

Os cistos aparecem somente depois da menopausa.

Mentira. Eles são mais comuns nas mulheres em idade fértil e menos comuns após a menopausa.

Os cistos de ovário são tão agressivos quanto o câncer.

Mentira. Os cistos de ovário não são iguais ao câncer. Eles podem surgir por fatores como endometriose, inflamações pélvicas, entre outros, e não oferecem os mesmos riscos que o câncer quando benignos.

Os cistos podem desaparecer espontaneamente.

Verdade. Tudo depende do tamanho, das características do cisto e da idade da paciente. Porém, em alguns casos, é necessário tratamento cirúrgico ou medicamentoso.

Um cisto no ovário impede a gravidez.

 Mentida. É raro um cisto no ovário causar infertilidade, mas ele pode dificultar a concepção devido às alterações hormonais que provoca. Um exemplo são os cistos de endometriose ou cistos maiores, que podem distorcer a anatomia pélvica, principalmente as tubas uterinas, dificultando a gestação.

Em geral, nas mulheres em idade reprodutiva, optamos por conduta conservadora sem remoção do cisto, a não ser em casos de selecionados e específicos com risco de torção ovariana ou sangramento excessivo após ruptura espontânea dele.

Por isso, para a mulher que pretende engravidar, é recomendável que ela faça o acompanhamento, caso apareça.

Como o cisto no ovário pode ser causado por diversos fatores e necessitar ou não de tratamento, além de só ser descoberto nos exames de rotina (como o ultrassom transvaginal), é importante que a mulher compareça às consultas com o seu ginecologista, principalmente se ela está planejando engravidar.

 

Fontes:

Mater Prime

A.C.Camargo Cancer Center

Desde 2012 ajudando pessoas a realizarem o sonho de gerar uma vida e formar uma família, a Mater Prime é uma clínica de reprodução humana que preza pelo atendimento humanizado e personalizado. Para isso, nosso espaço conta com uma estrutura completa e acolhedora, além de equipe especializada para tratar problemas de infertilidade.

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