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Oncofertilidade ajuda pacientes com câncer a terem filhos

Mulher grávida coloca as mãos em sua barriga

Conheça as técnicas que podem ser realizadas para preservar o sonho da gravidez

Tratamentos oncológicos, como a radioterapia e a quimioterapia, podem, muitas vezes, levar à infertilidade. A radioterapia, por exemplo, mesmo em doses cumulativas baixas, pode provocar a diminuição dos espermatozoides e em doses mais altas pode provocar danos na saúde reprodutiva dos homens.

Foi pensando em como reverter esse quadro que nasceu a oncofertilidade, uma área multidisciplinar da medicina reprodutiva que cuida da fertilidade dos pacientes com a doença, para que eles possam realizar o desejo de ter filhos depois de finalizado o tratamento contra o câncer.

Na oncofertilidade, o paciente conta com o apoio de especialistas em oncologia e reprodução humana, urologia, cirurgia videolaparoscópica, psicologia e genética.

Os riscos de infertilidade em pacientes com câncer são maiores à medida em que o diagnóstico é feito em pessoas mais velhas. Isso acontece porque a quimioterapia, por exemplo, pode “envelhecer” o ovário em aproximadamente 10 anos e mulheres com idade superior a 35 anos tendem a ter mais dificuldades para preservar a fertilidade. Quanto mais precoce o diagnóstico da doença, maior será a possibilidade de preservação da fertilidade.

A estratégia escolhida para cuidar da fertilidade será influenciada por vários fatores, como:

  • Tipo, localização e estágio do câncer;
  • Dose e número de ciclos de quimioterapia;
  • Quantidade de radioterapia aplicada;
  • Idade;
  • Reserva folicular das pacientes;
  • Estado civil (ou se possui parceiro);
  • Aceitação de esperma ou óvulos doados;
  • Desejo de congelar embriões. 

Como a oncofertilidade pode ajudar?

 Existem diversas opções para a preservação da fertilidade. As principais são:

Criopreservação

É a principal aliada no processo de preservação da fertilidade. Nesta técnica, o congelamento de óvulos, espermatozoides, embriões e tecido testicular e ovariano é realizado antes que o paciente inicie os tratamentos para a cura do câncer.

Nas mulheres, após a realização de alguns exames, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem de hormônios e ultrassom, é realizada a estimulação ovariana, mesmo procedimento da Fertilização in Vitro, com o objetivo de recolher alguns óvulos que serão armazenados até que a paciente finalize o tratamento oncológico e tenha o desejo de usá-los se necessário.

Em homens o procedimento ocorre por meio do recolhimento de amostras de sêmen, por masturbação.

Transposição ovariana

Antes do tratamento com radiação na região pélvica, um ou os dois ovários são movidos para outro ponto do corpo para que fiquem fora do campo de tratamento.

Manutenção dos ovários em caso de cirurgia

O tratamento padrão dos cânceres ginecológicos, como o câncer endometrial ou ovariano, é a remoção dos ovários e do útero. Algumas mulheres conseguem manter seus ovários quando o câncer está em estágio inicial e em baixo grau, o que significa pouco risco de disseminação.

Remoção do cérvix, mas não do útero

Mulheres com câncer cervical quase sempre precisam remover cirurgicamente o útero e o cérvix. Aquelas que apresentam câncer do cérvix em estágio inicial podem optar pela remoção apenas dessa região.

Tratamento médico do câncer endometrial

Algumas vezes, os cânceres endometriais iniciais e de baixo risco, podem ser tratados sem cirurgias mais extensas ou agressivas.

Supressão medicamentosa da função ovariana

A técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período que ela irá se submeter à quimioterapia. A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários. Nem sempre está indicado ou tem sucesso.

Nem todos os tratamentos contra o câncer irão causar a infertilidade. Os riscos de diminuição da fertilidade, de infertilidade temporária ou de infertilidade permanente devem ser discutidos com o médico oncologista que acompanha o paciente.

Caso realmente exista risco, o paciente poderá optar por realizar um tratamento de preservação da fertilidade, contando para isso com a ajuda da oncofertilidade. A decisão deverá ser tomada em conjunto com o médico oncologista e o especialista em reprodução assistida.

Fontes:

Clínica de Reprodução Humana – Mater Prime;

Dr. Rodrigo Rosa.

Desde 2012 ajudando pessoas a realizarem o sonho de gerar uma vida e formar uma família, a Mater Prime é uma clínica de reprodução humana que preza pelo atendimento humanizado e personalizado. Para isso, nosso espaço conta com uma estrutura completa e acolhedora, além de equipe especializada para tratar problemas de infertilidade.

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