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Como funciona o ciclo artificial?

Agulha em cima da mesa com ultrassom ao fundo

Nesta forma de preparo do endométrio para receber o embrião é preciso fazer uso de medicamentos hormonais

Antes de falarmos sobre o ciclo artificial de preparo do endométrio e no que ele se difere do ciclo natural, precisamos entender sobre o funcionamento do endométrio, estrutura fundamental no processo de transferência do embrião.

O endométrio é a camada que reveste a parede interna do útero. Esta estrutura é importante porque é ali que o embrião será implantado para que uma gestação ocorra.

Antes que seja feita a transferência do embrião congelado para o útero, o especialista em reprodução humana precisa preparar o endométrio, tornando-o apto a receber o embrião. Ele pode fazer isso de duas formas: preparo em ciclo natural ou em ciclo artificial.

Qual a diferença entre o ciclo natural e o ciclo artificial?

A diferença entre o ciclo natural ou ciclo artificial de preparo do endométrio basicamente está no uso, ou não, de medicações.

No ciclo natural, o especialista acompanha o ciclo espontâneo de ovulação da mulher, pois o preparo do endométrio ocorre com os próprios hormônios que são produzidos pelo corpo.

Detectada a ovulação (que é acompanhada por meio de exames de ultrassom durante cerca de 10 dias), a transferência pode ser feita após cinco dias, quando o embrião se encontra em estágio de blastocisto (quando ele evoluiu até o quinto, sexto ou sétimo dia e já possui várias células embrionárias, responsáveis pela formação do feto), ou após três dias, quando o embrião se encontra no estágio D3 (quando ele evoluiu até o terceiro dia e possui cerca de oito células embrionárias).

No ciclo artificial, a espessura ideal do endométrio — que deve ser acima de 7 mm — é controlada com a administração do hormônio estradiol, na forma de comprimidos ou gel.

Quando o endométrio é considerado adequado, é introduzido o hormônio progesterona, responsável por deixar o tecido endometrial pronto para receber o embrião.

A administração desse medicamento, na maioria das vezes, é feita na forma de óvulos (o formato do medicamento se assemelha a um pequeno óvulo) que são introduzidos por via vaginal. Após três ou cinco dias, é feita então a transferência embrionária.

Seja no ciclo natural ou no ciclo artificial, durante todo o procedimento é preciso que ocorra um controle adequado do perfil hormonal de acordo com cada data do ciclo.

As chances de engravidar são diferentes no ciclo artificial?

Não há chances maiores de gestação em um ciclo artificial. Em ambos, os índices de sucesso gestacional são semelhantes. A escolha pelo melhor ciclo deve ser individualizada.

A transferência no ciclo natural costuma ser o método de preferência do médico em alguns casos. São eles:

  • Quando a paciente tem alguma restrição em relação ao uso de medicamentos hormonais;
  • Quando há risco aumentado de trombose;
  • Quando o endométrio não atingiu a espessura adequada com o ciclo artificial.

Quais as vantagens da transferência por ciclo artificial?

Na forma de preparo do endométrio pelo ciclo artificial existem algumas vantagens. São elas:

  • Há maior flexibilidade e praticidade para a paciente, pois, caso necessário, pode haver um ajuste no tipo de medicação, na dose e no tempo de uso. No ciclo natural isso não é possível, pois o corpo é quem define a produção hormonal;
  • O especialista em reprodução humana é quem determina em qual momento deve ser introduzida a progesterona;
  • Há um tempo maior para que se atinja a espessura desejada do endométrio.

Ou seja, o ciclo artificial possibilita um maior número de intervenções visando o sucesso da gestação.

Cada método tem suas vantagens e desvantagens. O ciclo natural pode ter como vantagem a não necessidade de usar medicações, o que diminui o risco de efeitos colaterais, mas o ciclo artificial proporciona maior flexibilidade ao tratamento.

A decisão pelo tipo de ciclo — se natural ou artificial — deve ser discutida entre o especialista em reprodução humana e o casal, lembrando que são considerados vários fatores, caso a caso, como as características do ciclo menstrual e também as preferências da paciente ou do casal.

Fontes:

Clínica de Reprodução Humana – Mater Prime.

 

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