Relação entre FIV e pré-eclâmpsia

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Existe uma correlação entre a pré-eclâmpsia e a FIV, que pode ser acompanhada por exames para maior segurança da gestante e do feto

As mulheres que desenvolvem o quadro de pressão alta antes da gravidez ou ainda nas primeiras semanas de gestação são diagnosticadas com a doença hipertensiva crônica, que necessita de acompanhamento durante a gestação por elevar o risco de pré-eclâmpsia.

A gestante que não tinha o quadro de hipertensão antes da gravidez e recebe após a vigésima semana, é classificada com o diagnóstico de hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia. Existe uma maior chance de desenvolvimento dessa doença em casos de pacientes que passam por tratamentos de fertilização in vitro (FIV), principalmente em mulheres mais velhas, necessitando de um acompanhamento mais próximo com exames.

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O que é a pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia, também chamada de síndrome hipertensiva da gravidez ou doença hipertensiva específica da gravidez – DHEG, é uma condição em que a pressão arterial da mulher aumenta após a 20ª semana de gestação, apresentando valores acima de 140 x 90 mmHg.

Por representar perigos à saúde da mãe e do bebê, ela deve ser identificada e tratada durante o pré-natal. Entre as consequências da pressão alta na gravidez, estão:

  • Diminuição do fluxo de sangue para o bebê;
  • Retardo no crescimento do bebê;
  • Displasia broncopulmonar;
  • Parto prematuro;
  • Morte.

Causas de pré-eclâmpsia

Ainda que as causas da pré-eclâmpsia não tenham sido completamente desvendadas em estudos, existe uma relação entre ela e problemas inflamatórios e vasculares. Alterações que acometem proteínas relacionadas aos vasos sanguíneos causam a contração dos vasos da placenta e do útero, reduzindo a circulação sanguínea.

Como consequência, a placenta torna-se malnutrida e sofre um processo inflamatório, resultando na produção de substâncias que prejudicam a pressão da mulher, a função renal, a coagulação e a circulação do sangue.

Existem alguns fatores de risco para a pré-eclâmpsia, que são:

  • Hipertensão diagnosticada antes da gravidez;
  • Primeira gestação da mulher;
  • Histórico familiar;
  • Idade da mulher quando superior a 40 anos;
  • Sobrepeso e obesidade.

Diagnóstico de pré-eclâmpsia

O médico deve aferir a pressão arterial e verificar sinais clínicos nas consultas pré-natais para identificar o surgimento da doença. Gestantes diagnosticadas com pressão alta antes da gravidez possuem maiores chances de desenvolver pré-eclâmpsia, necessitando de monitoramento em frequência maior desde o começo da gestação.

Alguns exames ajudam no rastreio da pré-eclâmpsia, como o PLGF, exame de sangue feito entre a 11ª e a 13ª semanas de gravidez, e o ultrassom morfológico com Dopple arterial nesse mesmo período, que mostra o fluxo de sangue e se existe a contração dos vasos sanguíneos da placenta e do útero. Se houver indicativo de riscos para pré-eclâmpsia, a prevenção começa antes da 16ª semana.

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Tratamento de pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia pode ser leve, não apresentando sinais ou manifestando-se com alteração da pressão e presença de proteínas na urina, ou discreta retenção de líquido (inchaço nas pernas). Nestes casos, o tratamento pode ser feito em casa com remédios anti-hipertensivos específicos para gravidez e dieta.

Exames de ultrassom e de sangue são feitos em maior frequência para analisar as funções do rim, do fígado e de outros órgãos, assim como a saúde do bebê.

Também pode ser grave, caracterizando-se pelo surgimento de dor de cabeça, alterações visuais, dor de estômago, dor na região do fígado, hemorragia, sangramento intra-abdominal e convulsões.

O tratamento é feito em ambiente hospitalar com monitoramento rigoroso, pois há a necessidade de administração de medicamentos orais e endovenosos e realização de exames. O parto pode ser antecipado se a pressão arterial continuar alta após o tratamento ou ainda se for identificado o risco de morte ou de sequela para a mãe, especialmente relacionadas às alterações renais, hepáticas e neurológicas.

Qual a relação entre FIV e pré-eclâmpsia?

É mais frequente em pacientes que passaram pela fertilização in vitro, pois os elevados níveis hormonais podem levar a alterações dos vasos da placenta. Além disso, as técnicas de reprodução humana permitem a gestação de mulheres com idades mais maduras, que é um fator de risco para essa doença.

Sabendo dessa e de outras condições, o especialista acompanha o pré-natal da paciente de forma ainda mais próxima, evitando complicações durante a gestação. A realização de exames para avaliar o risco da pré-eclâmpsia faz parte dos cuidados para a preservação da saúde da mãe e do bebê.

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Fontes:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Ministério da Saúde

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