Gêmeos na FIV: quais são as chances?

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As chances de engravidar de gêmeos na FIV dependerá da quantidade de embriões transferidos e de outros fatores de influência

A fertilização in vitro, ou FIV, é uma técnica de reprodução assistida que permite que casais com dificuldade para engravidar possam realizar o sonho de ter um filho. Nessa técnica, o óvulo da mulher e o espermatozoide do seu parceiro, ou de um doador, são unidos em laboratório, formando um embrião que é transferido para o útero da mulher.

Em suma, o método de reprodução assistida é considerado o mais eficaz, pois aumenta as chances de sucesso da gravidez. No entanto, a depender da estratégia utilizada, podemos ter uma maior taxa de gêmeos na FIV.

Ao contrário do que muitos pensam, há casais ou mães que não desejam ter uma gestação gemelar, uma vez que pode agravar os riscos para as saúdes da mãe e dos bebês, além das implicações durante o desenvolvimento das crianças.

Entenda, neste conteúdo, quais são as chances de se ter gêmeos na FIV.

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Quais são as chances de engravidar de gêmeos na FIV?

As chances de engravidar de gêmeos na FIV dependem do número de embriões transferidos para o útero. Segundo a Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Red LARA), a taxa de gestação gemelar na FIV é de cerca de 20%, enquanto na população geral é de apenas 1,5%.

O principal fator que influencia a taxa elevada de gêmeos na FIV em relação a gestações em geral é o fato de que mais de um embrião pode ser transferido ao útero da mulher. Isso pode ser comprovado pelas chances de gravidez gemelar nos casos em que apenas um embrião é transferido, que são de 1%.

Quais fatores influenciam na ocorrência de gêmeos na FIV?

Alguns fatores que podem influenciar na ocorrência de gêmeos na FIV são:

  • A idade da mulher: mulheres mais jovens têm mais chances de produzir óvulos de melhor qualidade, o que pode aumentar as chances da gestação gemelar;
  • A qualidade dos embriões: embriões com melhor morfologia ou analisados geneticamente têm mais chances de implantar no útero e gerar uma gravidez múltipla;
  • O número de embriões transferidos: quanto maior o número de embriões transferidos, maior a probabilidade de que mais de um se implante no útero e gere uma gestação gemelar. Porém, isso também aumenta os riscos para a mãe e os bebês;

Como reduzir as chances da gravidez gemelar?

É possível diminuir as chances de ter gêmeos na FIV optando pela transferência de apenas um embrião por ciclo. Essa é uma tendência que visa preservar a saúde da mãe e dos bebês, evitando os riscos associados à gestação múltipla.

Além disso, é possível realizar uma biópsia embrionária para selecionar o melhor embrião para a transferência, utilizando técnicas de diagnóstico genético pré-implantacional (PGT). Essas técnicas permitem identificar alterações cromossômicas ou genéticas nos embriões, aumentando as chances de uma gravidez saudável e única.

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Quantos embriões são transferidos na FIV?

A decisão de quantos embriões serão transferidos é tomada em conjunto entre o médico e a paciente. Fatores como, idade da mulher (ou idade da doadora no caso de ovorecepção), realização ou não da análise genética dos embriões e as questões de saúde da paciente que receberá os embriões definem se será realizada a transferência de apenas um embrião. Neste caso, o risco de gemelaridade será igual ao risco da população geral, que é de 1% e decorre da divisão ocasional de 1 embrião em 2, levando aos casos de gêmeos idênticos.

A gravidez gemelar é perigosa?

Em suma, ter gêmeos na FIV não é necessariamente perigoso, mas exige mais cuidados e acompanhamento médico do que uma gravidez única. Isso porque a gestação gemelar pode causar complicações para a mãe e para os bebês.

Cerca de 60% dos gêmeos nascem antes das 37 semanas de gestação, o que pode comprometer o desenvolvimento neurológico e de órgãos vitais. Além disso, há maior risco de pré-eclâmpsia, uma condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial e mau funcionamento da placenta, podendo comprometer gravemente a saúde materna e o crescimento dos bebês.

Há também o risco de adquirir diabetes gestacional, tanto em gravidez de gêmeos na FIV, quanto em outras gestações gemelares. A condição causa problemas como crescimento excessivo dos bebês, parto difícil e hipoglicemia neonatal.

O ideal é buscar informações com um médico especialista e seguir as orientações adequadas em todas as etapas do tratamento de reprodução assistida. Entre em contato e agende uma consulta com a Mater Prime.

Fontes:

Mater Prime

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Red LARA)

Conselho Federal de Medicina (CFM)

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