Exames de dosagem hormonal e de imagem são realizados para entender a reserva ovariana e sua resposta aos estímulos
Um dos principais fatores que impactam a fertilidade feminina é a capacidade dos ovários de produzir e liberar óvulos adequadamente. Por esse motivo, a avaliação da função ovariana é uma das etapas mais importantes da investigação de infertilidade.
Nesse processo, são analisados diferentes marcadores hormonais e realizados exames de imagem que ajudam a estimar a reserva ovariana e entender como os óvulos têm funcionado durante os ciclos menstruais. Assim, por meio dos resultados obtidos, é possível compreender melhor a capacidade reprodutiva da paciente e estabelecer o tratamento adequado ao seu caso.
Em uma clínica de reprodução humana, a avaliação da função ovariana costuma ser feita logo nas primeiras etapas da investigação da infertilidade, especialmente quando há dificuldade para engravidar ou como parte do planejamento de tratamentos como a FIV (fertilização in vitro) ou congelamento de óvulos para fins de preservação de fertilidade.
A idade sozinha não conta toda a história da sua fertilidade.
Índice
O que significa avaliar a função ovariana?
De forma geral, a avaliação da função ovariana tem como objetivo analisar a capacidade dos ovários de produzir óvulos e responder aos estímulos hormonais do organismo.
Para isso, uma das avaliações realizadas é a da reserva ovariana, que é a quantidade de folículos disponíveis nos ovários. Como a mulher nasce com um número finito de folículos, que diminui progressivamente ao longo dos anos, entender a reserva ovariana é fundamental para compreender sua fertilidade.
Além disso, a avaliação da função ovariana também é realizada para entender como os folículos estão respondendo aos estímulos hormonais do organismo durante os ciclos menstruais, principalmente nos momentos de desenvolvimento e liberação dos óvulos. Assim, é possível identificar possíveis alterações hormonais ou ovulatórias capazes de interferir ou mesmo impedir a concepção.
Quero avaliar minha reserva ovariana!
Principais exames: AMH, FSH e contagem de folículos antrais
Para a avaliação da função ovariana, normalmente é realizada uma combinação de exames laboratoriais hormonais e exames de imagem. Entre os principais marcadores utilizados estão o hormônio antimülleriano (AMH), o hormônio folículo-estimulante (FSH) e a contagem de folículos antrais.
O AMH é considerado um dos exames mais importantes para estimar a reserva ovariana. Esse hormônio é produzido pelos folículos em desenvolvimento nos ovários, o que faz com que sua concentração no sangue reflita a quantidade de folículos disponíveis.
Outro exame importante para avaliar a função ovariana é o do hormônio FSH, responsável por estimular o desenvolvimento dos folículos. Níveis alterados do hormônio podem indicar problemas na reserva ovariana ou na resposta dos folículos aos estímulos.
Nesse mesmo contexto, também podem fazer parte da avaliação da função ovariana as dosagens do LH (hormônio luteinizante), do estradiol e da progesterona, que fornecem informações importantes sobre o funcionamento do eixo hormonal e podem ajudar a detectar problemas como falência ovariana ou no processo ovulatório em geral.
Já a contagem de folículos antrais é um exame de imagem realizado por meio de ultrassonografia transvaginal. Nele, o médico avalia o número de pequenos folículos presentes nos ovários no início do ciclo menstrual. Esse número ajuda a estimar a reserva ovariana e a resposta aos estímulos hormonais.
Quando solicitar FSH e LH?
Os hormônios FSH (folículo estimulante) e LH (luteinizante) fazem parte do eixo que regula o ciclo menstrual. Na avaliação da função ovariana, a análise desses hormônios costuma ser realizada nos primeiros dias do ciclo menstrual (geralmente, até o quinto dia).
A análise do FSH ajuda a avaliar a resposta dos ovários ao estímulo hormonal, enquanto o LH está relacionado ao processo de ovulação em si. Ou seja, analisar conjuntamente esses hormônios permite identificar possíveis alterações na fertilidade.
Em alguns casos, o entendimento sobre a relação entre FSH e LH no organismo também pode trazer pistas sobre condições hormonais específicas, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
Como interpretar os resultados na prática?
A interpretação dos exames que fazem parte da avaliação da função ovariana deve ser realizada com cuidado, levando em consideração os resultados de cada teste e como eles se comportam quando analisados em conjunto.
Níveis baixos de AMH (geralmente, menores que 1,0 ng/ml) podem indicar baixa reserva ovariana, uma vez que a dosagem está diretamente ligada à quantidade de folículos disponíveis nos ovários.
Da mesma forma, valores elevados de FSH (geralmente, acima de 10 mUI/ml) podem indicar que o organismo está aumentando o estímulo hormonal para compensar uma redução da reserva ovariana ou uma baixa resposta dos ovários aos estímulos hormonais do ciclo menstrual.
Já na contagem de folículos antrais, os resultados se baseiam na presença de folículos entre 2 mm e 10 mm. Se o número total de folículos encontrados for menor que 8 nos dois ovários, a reserva ovariana é considerada baixa.
Além disso, a interpretação completa da avaliação da função ovariana deve levar em consideração outros fatores, tais como:
- Idade da paciente;
- Histórico reprodutivo;
- Regularidade menstrual;
- Presença de outros fatores de infertilidade;
- Resultados de outros exames.
Isso é importante porque, por si só, os resultados dos exames não indicam impossibilidade de gravidez, mas sim uma eventual diminuição nas chances de engravidar espontaneamente, que pode variar de acordo com o contexto específico de cada paciente.
Qual exame avalia a qualidade dos óvulos?
Uma dúvida muito comum entre as pacientes é se existe também, assim como para a quantidade, um exame capaz de avaliar de forma direta a qualidade dos óvulos. Na verdade, não há nenhum teste capaz de determinar essa característica de forma precisa.
Isso ocorre porque a qualidade dos óvulos está associada a outros fatores, sendo o principal deles a idade. Ou seja, ainda que seja possível prever as chances de engravidar por meio dos exames hormonais quantitativos, é importante ter em mente que outros critérios podem impactar a qualidade dos óvulos, e isso deve ser avaliado ao longo do tratamento.
Relação entre idade e reserva ovariana
A idade é um dos principais fatores que influenciam a fertilidade feminina. Isso ocorre porque, com o passar do tempo, há uma redução progressiva tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos disponíveis.
Por volta dos 30 anos, a redução se intensifica — e acelera ainda mais após os 35 anos. Nesse contexto, a avaliação da função ovariana torna-se ainda mais importante para orientar os especialistas no planejamento reprodutivo da paciente.
Vale mencionar, no entanto, que cada mulher apresenta um ritmo individual de declínio na reserva ovariana. Por isso, a avaliação da função ovariana permite que se entenda essa diminuição de forma individualizada, o que aumenta as chances de sucesso nos tratamentos.
Como a Mater Prime realiza uma avaliação completa da função ovariana?
Em clínicas especializadas em reprodução assistida, a avaliação da função ovariana deve ser conduzida sempre de forma integrada e individualizada, combinando os exames mencionados anteriormente com outras avaliações importantes para a investigação da infertilidade.
Na Mater Prime, esses exames são realizados com o objetivo de compreender de forma abrangente o funcionamento dos ovários e determinar de forma precisa os tratamentos mais adequados para a paciente. Em tratamentos como a FIV, por exemplo, a avaliação da função ovariana é indispensável para definir protocolos de estimulação hormonal seguros e eficazes.
Para saber mais sobre a investigação da infertilidade e tratamentos, entre em contato com a Mater Prime.
Na Mater Prime, a reserva ovariana é analisada de forma completa para definir a melhor estratégia reprodutiva.
Fontes:
Associação Brasileira de Reprodução Assistida
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia





