Alterações seminais: o que são e como tratar?

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Alterações seminais estão relacionadas a disfunções na produção e na ejaculação de esperma

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 17,5% da população mundial adulta é afetada pela infertilidade. Esta porcentagem apresenta pouca variação entre as regiões do planeta, demonstrando se tratar de um problema de saúde pública.

A infertilidade é uma condição em que casais não conseguem engravidar após um período de um ano mantendo relações sexuais regulares sem uso de métodos anticoncepcionais. Cerca de 30% a 50% dos casos estão relacionados a fatores masculinos isolados ou em associação a fatores femininos, sendo causadas comumente por alterações seminais.

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O que são alterações seminais?

As alterações seminais estão relacionadas principalmente a defeitos na produção e na ejaculação de esperma. Existem condições ideais para que a espermatogênese, processo fisiológico de formação de gametas masculinos nos testículos, aconteça seguindo os parâmetros saudáveis.

Um exemplo desses requisitos é a temperatura por volta de 2°C abaixo da temperatura corporal, motivo pelo qual os testículos se encontram fora do corpo. Quando ocorre alguma falha, o resultado pode ser uma baixa quantidade de espermatozoides ou defeito na qualidade do esperma.

Quais são os tipos de alteração seminal?

As alterações seminais fazem referência à baixa contagem de espermatozoides, à quantidade anormal de sêmen ejaculado, à motilidade reduzida e à morfologia alterada dos gametas masculinos. São eles:

Aspermia

Uma das alterações seminais é a aspermia, condição em que o sêmen não é ejaculado durante o orgasmo. Essa condição não prejudica o desejo sexual, mas inviabiliza a gravidez. Ela pode ocorrer devido a obstruções no ducto ejaculatório, ao uso de determinados medicamentos e em casos de ejaculação retrógrada — situação em que o trajeto do sêmen é alterado rumo à bexiga em vez da uretra.

Astenozoospermia

A astenozoospermia é a diminuição da motilidade dos espermatozoides. Essa alteração resulta na diminuição nas chances de fecundação, uma vez que as células reprodutoras masculinas apresentam dificuldades para alcançar o óvulo no corpo da mulher. Existem várias causas para a condição, como a varicocele, idade avançada, fatores infecciosos, bem como fatores nutricionais e temperatura inadequada dos testículos.

Azoospermia

A azoospermia é mais uma das alterações seminais que causam infertilidade. Ela é caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado, sendo o quadro mais grave de infertilidade masculina. Assim, existe a azoospermia obstrutiva, em que os gametas não chegam ao líquido seminal (por exemplo, em casos de vasectomia), e a não obstrutiva, caracterizada pela falta de produção de gametas.

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Criptozoospermia

A criptozoospermia é identificada a partir de uma amostra de sêmen inicialmente classificada como azoospermia. Nessa situação, os espermatozoides são encontrados somente na análise microscópica detalhada após processamento seminal. Isso significa que existe a concentração dos gametas, mas que ela é extremamente baixa.

Hemospermia

A hemospermia também faz parte das alterações seminais e é caracterizada pela presença de sangue no sêmen. Na maioria dos casos, esta não é uma condição perigosa e desaparece espontaneamente em algumas semanas. Um especialista deve ser consultado para investigar possíveis doenças, especialmente em homens com mais de 40 anos ou com episódios recorrentes de hemospermia.

Hipospermia

A hipospermia é uma alteração seminal relacionada a uma diminuição no volume do ejaculado. Pode ser causada por obstruções, baixa produção hormonal, problemas anatômicos e lesões.

Leucospermia

Leucospermia significa uma presença significativa de glóbulos brancos no sêmen, o que pode sugerir infecção genital. A condição deve ser investigada, uma vez que infecções são fatores determinantes para a infertilidade masculina, sendo causa de outras alterações seminais.

Necrozoospermia

A necrozoospermia é o termo que denomina a diminuição do número de espermatozoides vivos. Nessa situação, mais de 50% dos gametas estão mortos. Esse distúrbio é raro, impactando apenas 0,5% dos homens no mundo todo.

Oligozoospermia

A oligozoospermia é mais uma das alterações seminais. Essa condição se refere à baixa quantidade de espermatozoides no sêmen e pode estar ligada à varicocele, problema nos vasos sanguíneos que nutrem os testículos, infecções, alterações hormonais, fatores genéticos e a hábitos ruins, como tabagismo e estresse.

Teratozoospermia

Espera-se que ao menos 4% dos gametas masculinos apresentem morfologia normal, com cabeça oval, peça intermediária e cauda. No caso da teratozoospermia, parte significativa dos espermatozoides possui formato anormal e menos de 4% dos espermatozoides apresentam morfologia normal quando realizada a avaliação de Kruger.

Quais alterações seminais indicam infertilidade masculina?

As alterações seminais comprometem a fertilidade masculina de formas diferentes. Enquanto problemas relacionados à uma discreta diminuição na quantidade de espermatozoides, alterações na motilidade e morfologia dos espermatozoides podem impactar em um grau moderado de infertilidade, condições como a azoospermia demandam tratamentos mais complexos.

Como as causas para as variadas alterações seminais são semelhantes, o paciente pode receber mais de um diagnóstico, como astenoteratozoospermia e oligoastenozoospermia. Geralmente, são feitas duas análises diferentes do esperma com intervalo de semanas entre as amostras para que os ciclos diferentes de espermatogênese confirmem o laudo.

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Como é realizado o diagnóstico de alterações seminais?

O espermograma é um dos principais exames solicitados para avaliar a fertilidade. Com base nos resultados, o especialista solicita outros exames, como ultrassonografias e biópsias, para detectar o problema que está interferindo na produção dos materiais do esperma. Algumas das causas comuns são:

  • Varicocele;
  • Alterações hormonais;
  • Uso de anabolizantes;
  • Infecções;
  • Doenças sistêmicas;
  • Fatores genéticos;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de bebida alcoólica;
  • Tumores e hérnias no trato genital;
  • Traumas;
  • Cirurgias;
  • Exposição frequente a toxinas, radiações e temperaturas elevadas.

Como realizar o tratamento de alterações seminais?

Cada uma das alterações seminais possui características diferentes, o que significa que o tratamento também será diferenciado. É necessária a investigação para tratar o problema de origem. Caso seja detectada uma infecção, por exemplo, antibióticos são administrados. A principal causa de infertilidade masculina e potencialmente reversível é a varicocele.

Existe a possibilidade de realizar terapia hormonal em situações específicas para estimular a produção de espermatozoides ou realizar mudanças no estilo de vida para melhorar a qualidade espermática, dependendo de quais sejam as alterações seminais apresentadas.

Como a reprodução assistida pode auxiliar?

A reprodução assistida auxilia nos casos de alterações seminais que não podem ser resolvidas. A inseminação intrauterina é uma técnica de baixa complexidade que pode ser utilizada em casos leves ou moderados. Uma amostra de esperma é depositada no útero da mulher, facilitando a concepção ao reduzir o trajeto até o óvulo.

A técnica com melhores resultados é a fertilização in vitro por permitir a coleta de espermatozoide e óvulo para fecundação em laboratório. Esse método de alta complexidade beneficia os casos mais graves, como de oligozoospermia e a azoospermia, em que os espermatozoides são colhidos dos testículos ou dos epidídimos por agulha.

Como a FIV conta com a recuperação espermática e com a injeção intracitoplasmática de espermatozoides, o procedimento permite encontrar, escolher e injetar os gametas masculinos nos óvulos. A doação de esperma é uma opção para os homens que não possuem a quantidade necessária de gametas férteis.

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Fontes:

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde | Organização Pan-America de Saúde

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