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Gravidez pós câncer de mama aumenta chance de recorrência?

Gravidez pós câncer de mama aumenta chance de recorrência?

Muitas mulheres acometidas pelo câncer de mama têm receio que, após a conclusão do tratamento oncológico, a gravidez não seja indicada por apresentar chances de recorrência do tumor. Esse mito, bastante difundido antigamente, já foi refutado por pesquisas científicas.

Gravidez pós câncer de mama aumenta chance de recorrência?

De acordo com um estudo retrospectivo, multicêntrico, que utilizou dados de 1.200 mulheres que engravidaram após um tratamento de câncer de mama, incluindo aquelas com tumor receptor de estrogênio positivo (ER+), não houve maior recorrência que em outros grupos de pacientes.

O resultado da pesquisa é bastante reconfortante para mulheres que desejam engravidar após o tratamento de câncer e torna o sonho de ser mãe novamente possível para muitas mulheres. O Dr. Rodrigo da Rosa Filho, especialista da nossa clínica de reprodução humana, explicou essa nova possibilidade para as pacientes em uma reportagem do site Estadão.

Qual a relação da gravidez com o câncer de mama?

O câncer de mama é bastante recorrente em mulheres com idade reprodutiva e, muitas vezes, acaba adiando ou encerrando o sonho da maternidade. De acordo com uma pesquisa da Letourneau et al no Cancer, ainda que metade das mulheres jovens que apresentaram diagnóstico recente de câncer de mama desejam ser mães, apenas 10% engravidam após o tratamento oncológico.

A baixa ocorrência de gravidez entre as mulheres que enfrentaram um câncer de mama deve-se ao receio de médicos e pacientes de que a gravidez possa aumentar as chances de reincidência do câncer. O receio é maior por parte de pacientes com ER+, uma vez que o tumor é alimentado por estrogênio e os altos níveis hormonais durante a gravidez aparentam ser perigosos para mulheres com essa predisposição.

O receio, no entanto, foi cientificamente refutado, uma vez que mulheres diagnosticadas com câncer de mama, incluindo o tipo ER+, não apresentaram mais chances de desenvolver novamente a doença após uma gestação.

Tanto o acompanhamento oncológico quando o ginecológico, entretanto, deve continuar caso a mulher opte por ter filhos após o tratamento do câncer de mama. Os médicos devem ser consultados sobre a terapia hormonal realizada após a o tratamento oncológico, verificando se a mulher está com um quadro clínico favorável a uma gestação.

Como preservar a fertilidade antes do tratamento oncológico?

Ainda que seja tranquilizador que a Medicina se debruce sobre a condição de mulheres que desejam engravidar após tratamentos de câncer de mama, é necessário que haja uma preocupação anterior com a preservação da fertilidade nessas pacientes.

Os tratamentos oncológicos podem afetar enormemente a fertilidade feminina, sendo associados com a falência ovariana precoce e com a menopausa precoce em algumas mulheres. Felizmente a ciência também tem avançado nesse sentido e as mulheres afetadas pelo câncer podem realizar um tratamento de oncofertilidade antes de iniciar o tratamento da doença.

O indicado é que o tumor seja extraído cirurgicamente e posteriormente a mulher realize a indução ovariana para coleta de óvulos e congelamento. Assim, ela pode realizar o tratamento oncológico, enquanto parte do material reprodutivo fica armazenado até que ela possa fazer um tratamento de reprodução humana usando esse material.

A preservação da fertilidade tem ajudado homens e mulheres a manterem as chances de gerarem descendência mesmo após tratamentos oncológicos agressivos à capacidade reprodutiva.

No caso das mulheres que já realizaram um tratamento de câncer de mama e desejam engravidar, procurar um especialista em reprodução humana pode auxiliar a identificar o potencial fértil e indicar se é necessário realizar alguma técnica de reprodução assistida para alcançar a gestação.

Uma vez que a quimioterapia e a radioterapia podem afetar a fertilidade feminina, apresentar dificuldade para engravidar após o tratamento não é incomum. Como os estudos atuais indicam que há segurança tanto para a mulher quanto para o bebê, um tratamento de reprodução pode ajudar a reverter o problema de fertilidade gerado pelo tratamento oncológico.

Desde 2012 ajudando pessoas a realizarem o sonho de gerar uma vida e formar uma família, a Mater Prime é uma clínica de reprodução humana que preza pelo atendimento humanizado e personalizado. Para isso, nosso espaço conta com uma estrutura completa e acolhedora, além de equipe especializada para tratar problemas de infertilidade.

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