Sangramento após transferência de embriões é normal?

O sangramento após transferência de embriões é uma preocupação comum entre mulheres que realizam FIV. Confira quando ele pode indicar uma falha no tratamento.

O sangramento após transferência de embriões é uma das principais preocupações entre mulheres que realizaram a fertilização in vitro (FIV). Esse sintoma pode gerar ansiedade, pois muitas pacientes associam qualquer perda de sangue à possibilidade de falha no tratamento.

Porém, é importante compreender que nem todo sangramento indica um problema, sendo assim, conhecer as causas e saber quando buscar orientação médica é essencial para lidar com essa situação.

É normal ter sangramento após a transferência embrionária?

Podemos afirmar que para muitas pacientes o sangramento após transferência de embriões é considerado normal, desde que seja um escape de sangue controlado e pontual.

Isso pode ocorrer, pois durante a transferência, um cateter é inserido pelo colo do útero para posicionar o embrião na cavidade uterina. Esse procedimento pode causar pequenos traumas na mucosa cervical, resultando em sangramentos leves e temporários.

Além disso, o sangramento após transferência de embriões pode ser relacionado à nidação, que é o processo de implantação do embrião no endométrio. Essa fixação rompe pequenos vasos sanguíneos, causando um leve sangramento. Portanto, a presença de sangue não é necessariamente um sinal de falha no tratamento.

Quais são as possíveis causas do sangramento?

Identificar a origem do sangramento após transferência de embriões é fundamental para determinar se há motivo de preocupação. As causas mais comuns incluem:

Nidação

A nidação ocorre quando o embrião se fixa na parede do útero, geralmente entre 6 e 12 dias após a ovulação. Esse processo pode causar um leve sangramento, conhecido como sangramento de implantação, que é um sinal precoce de gravidez.

Medicação hormonal

Durante o tratamento de FIV, é comum o uso de hormônios como estrogênio e progesterona para preparar o endométrio. Esses hormônios podem aumentar a vascularização do útero, tornando-o mais sensível e propenso a pequenos sangramentos.

Introdução do cateter no canal endocervical

O colo do útero é uma região altamente vascularizada. A introdução do cateter durante a transferência embrionária pode causar pequenos traumas, resultando em sangramentos leves e temporários.

Como diferenciar sangramento de implantação e menstruação?

Distinguir entre o sangramento de implantação e a menstruação é importante para entender o que está acontecendo no corpo. O sangramento após transferência de embriões, durante a janela de implantação, é geralmente leve, de cor rosada ou marrom, e dura de um a três dias. Já a menstruação tende a ser mais intensa, com sangue vermelho vivo e duração de quatro a sete dias.

Além disso, o sangramento de implantação ocorre cerca de uma semana antes da data esperada da menstruação e não é acompanhado por cólicas intensas. Observar essas diferenças pode ajudar a identificar a causa do sangramento após transferência de embriões.

Quando o sangramento após transferência pode ser sinal de alerta?

Embora o sangramento após transferência de embriões seja comum, é importante permanecer atenta a sinais que podem indicar problemas. Sangramentos intensos, com coágulos, acompanhados de dor abdominal forte ou febre, devem ser comunicados imediatamente ao médico que acompanha o seu tratamento. Esses sintomas podem indicar complicações que necessitam de avaliação e intervenção médica.

O sangramento pod9e indicar que o tratamento falhou?

Como foi visto, o sangramento após transferência de embriões não é um indicador confiável de sucesso ou falha do tratamento. A única forma de confirmar a gravidez é através do exame de sangue beta hCG, realizado cerca de 9 a 11 dias após a transferência. Portanto, é sempre recomendado que a paciente aguarde o resultado do exame antes de tirar conclusões.

O que fazer ao perceber sangramento após a FIV?

Ao notar sangramento após transferência de embriões, mantenha a calma e entre em contato com a equipe médica responsável pelo tratamento. Eles poderão avaliar a situação e orientar sobre os próximos passos.

Evite automedicação ou mudanças no tratamento sem orientação profissional. O acompanhamento médico é fundamental para garantir a saúde e o sucesso do procedimento.

 

Fonte:

Mater Prime.

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