Entenda como a FIV pode ser feita na menopausa, os critérios médicos avaliados e alternativas para o tratamento após o fim da reserva ovariana
A menopausa é o estágio da vida da mulher que marca o fim da função ovariana e dos ciclos menstruais. Geralmente, ela se estabelece em algum momento a partir dos 45 anos e indica a impossibilidade de engravidar de forma espontânea, uma vez que não há mais ovulações.
Como muitas mulheres têm passado a considerar a maternidade em fases mais tardias da vida, a dúvida sobre se a FIV pode ser feita na menopausa se tornou muito comum nos consultórios de especialistas em reprodução humana.
A resposta é sim, a FIV pode ser feita na menopausa. No entanto, é importante que seja feita uma avaliação cuidadosa, individualizada e baseada em critérios muito bem definidos, sempre com foco na segurança e eficácia dos resultados. Entenda mais no conteúdo a seguir.
Índice
O que muda no tratamento de FIV após a menopausa?
A FIV pode ser feita na menopausa, mas há algumas diferenças em relação à fertilização in vitro convencional que precisam ser levadas em consideração. Isso porque os ovários deixam de produzir óvulos viáveis após a menopausa, o que inviabiliza a estimulação ovariana tradicional.
Por isso, mulheres que já passaram pela menopausa precisam recorrer ao procedimento com óvulos doados ou aos próprios óvulos congelados antes da interrupção dos ciclos, caso tenham realizado esse procedimento.
Outro ponto importante de atenção é a preparação do útero, que é realizada por meio de terapias hormonais com o intuito de simular o comportamento uterino no ciclo menstrual. Isso faz com que o endométrio se forme e se torne receptivo à implantação embrionária.
Além disso, ao avaliar se a FIV pode ser feita na menopausa, é fundamental considerar que a idade da paciente pode estar associada a um risco aumentado de complicações obstétricas, como hipertensão gestacional e diabetes gestacional. Por isso, o planejamento deve ser sempre multidisciplinar e personalizado.
Uso de óvulos doados na FIV na menopausa
Como mencionado anteriormente, uma das principais alternativas quando se discute se a FIV pode ser feita na menopausa é o uso de óvulos doados, uma vez que não é mais possível obter óvulos viáveis da paciente por meio de estimulação.
A ovodoação é uma técnica amplamente utilizada em reprodução assistida nos casos em que não é possível realizar o tratamento com óvulos da própria paciente. As taxas de sucesso são comparáveis às taxas de fertilizações em pacientes com óvulos próprios, o que demonstra que essa técnica é viável e segura nos casos de FIV após a menopausa.
Critérios médicos para a indicação de FIV
Saber se a FIV pode ser feita na menopausa não depende apenas do desejo da paciente, mas da realização de uma avaliação médica criteriosa. Nesse contexto, a indicação do tratamento deve levar em conta fatores clínicos, laboratoriais e emocionais gerais e específicos relacionados ao fato de que a mulher já está passando por esse estágio.
Sendo assim, os principais critérios avaliados são:
- Estado geral de saúde da paciente e presença de doenças crônicas;
- Avaliação ginecológica detalhada do útero;
- Exames cardiológicos e metabólicos;
- Entendimento da capacidade do organismo de responder à terapia hormonal após a menopausa;
- Histórico obstétrico e de cirurgias.
Além disso, aspectos emocionais também precisam ser considerados. Isso porque a maternidade em idade mais avançada envolve desafios específicos. Por isso, é fundamental garantir que a paciente esteja bem-informada sobre possíveis riscos, limites e expectativas do tratamento.
Dessa forma, ao responder se a FIV pode ser feita na menopausa, é importante reforçar que cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, sem generalizações.
Como a Mater Prime avalia casos de FIV na menopausa?
Na Mater Prime, a avaliação de casos em que se discute se a FIV pode ser feita na menopausa é conduzida com rigor, sensibilidade e acolhimento. O processo começa com uma consulta detalhada, na qual são analisados critérios como a história clínica, reprodutiva e emocional da paciente.
A partir da primeira avaliação, são solicitados exames mais específicos com o intuito de avaliar tanto a saúde geral quanto as condições uterinas da mulher. Assim, é possível compreender a segurança do tratamento e garantir que as chances de sucesso estejam alinhadas às expectativas reais da paciente.
Em seguida, a paciente é encaminhada para as etapas da fertilização in vitro, que incluem o preparo do útero, a coleta dos óvulos doados — ou descongelamento, no caso de óvulos próprios previamente preservados —, o processo de fertilização com o sêmen do parceiro ou de um doador, o cultivo dos embriões e a transferência embrionária.
Todo esse processo é realizado a partir de um cuidado integral, ético e pautado por critérios científicos robustos, que são princípios fundamentais da atuação da equipe de especialistas da Mater Prime. Assim, podemos te guiar nessa jornada em busca da realização do sonho da maternidade mesmo na menopausa.
Fontes:
Mater Prime
Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)





