É possível engravidar na menopausa?

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Capacidade reprodutiva da mulher diminui conforme a idade, mas os tratamentos de reprodução assistida aumentam as chances de uma gravidez tardia

Hoje em dia, é cada vez mais comum as mulheres engravidarem mais tarde, e os motivos são variados: seja para se consolidar em sua carreira, ter uma estabilidade financeira maior ou até mesmo por questões de desenvolvimento pessoal.

Nesse contexto, muitas pessoas se perguntam se é possível engravidar na menopausa, período marcado pelo fim da fase reprodutiva da mulher. A seguir, vamos trazer todos os detalhes sobre o assunto. Acompanhe!

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Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Apesar de muitas pessoas acharem que climatério e menopausa são a mesma coisa, é preciso dizer que são conceitos diferentes.

O climatério é uma fase de transição entre o período fértil e o não-fértil da mulher, e costuma ocorrer por volta dos 45 anos, antes da menopausa. Nessa época, ocorrem desequilíbrios na produção dos hormônios sexuais que tornam a menstruação irregular e menos frequente, além de causar sintomas, como ondas de calor, diminuição da libido, alterações de humor, entre outros.

No climatério, as chances de uma gestação natural são bem pequenas porque é quando a capacidade ovulatória diminui, assim como a qualidade dos óvulos.

Já a menopausa é o último ciclo menstrual e pode ser definida quando há ausência de menstruação por, no mínimo, 12 meses. Como a mulher não ovula mais, não é possível engravidar na menopausa de formas naturais.

É possível engravidar na menopausa?

Embora uma gestação natural não seja possível, hoje em dia a mulher pode engravidar na menopausa com o auxílio das técnicas de reprodução assistida.

Nesse caso, a paciente com boas condições de saúde pode engravidar na menopausa por meio da fertilização in vitro com duas opções de tratamentos diferentes:

Criopreservação

Técnica de preservação da fertilidade na qual a paciente pode congelar seus óvulos ou embriões antes da menopausa para utilizá-los em uma ocasião futura, quando achar mais apropriado.

O material congelado e preservado pelo processo de vitrificação utiliza nitrogênio líquido para diminuir a temperatura até 196 graus negativos, mantendo a qualidade e a idade com a qual foram retirados.

Se a paciente decidir engravidar na menopausa, ela passa por um tratamento hormonal para preparar o útero e receber o embrião fecundado em laboratório no processo de fertilização in vitro.

Ovodoação

Ovodoação, ou doação de óvulos, é uma técnica de reprodução assistida em que uma mulher doa seus óvulos para uma receptora utilizá-los na FIV. Para engravidar na menopausa, a paciente também realiza um tratamento hormonal para que o embrião formado em laboratório possa aderir ao útero e se desenvolver.

Quais as taxas de gravidez após a menopausa?

A capacidade reprodutiva da mulher fica menor conforme o avanço da idade devido à diminuição da reserva ovariana e da qualidade dos óvulos. A partir dos 35 anos, as chances de uma gravidez natural ocorrer a cada mês são de 15%, enquanto, depois dos 40, esse número é inferior a 10%.

As alterações hormonais que ocorrem na menopausa que marcam o fim do ciclo reprodutivo da mulher impedem que uma gravidez natural aconteça. Desse modo, a única possibilidade de engravidar na menopausa é por meio das técnicas de reprodução assistida das quais falamos anteriormente.

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Qual a idade limite para realizar o tratamento de fertilização in vitro?

De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), a idade máxima para realizar um tratamento de FIV é de 50 anos. No entanto, a FIV pode ser autorizada em pacientes mais velhas em casos específicos autorizados pelo especialista em reprodução humana após avaliação clínica multiprofissional.

Quais os riscos de engravidar na menopausa?

Na faixa dos 45 aos 55 anos, período no qual ocorre a menopausa, é preciso ter um acompanhamento médico ainda mais próximo, com um pré-natal diferenciado e mais cauteloso devido aos riscos da gravidez tardia para a mãe e para a criança. Desse modo, os problemas mais comuns que podem surgir são:

Mas atenção: as alterações cromossômicas e os abortamentos serão muito mais frequentes nas pacientes que engravidarem espontaneamente pouco antes de entrar em menopausa definitiva. Quando as mulheres nesta mesma faixa etária recorrem ao uso de óvulos congelados próprios ou de doadoras mais jovens, os riscos de alterações genéticas e de abortamentos são menores e dependerão da idade do óvulo utilizado e do fato de o embrião ter ou não sido submetido à análise genética.

Se a mulher decidir engravidar depois dos 40 anos, é fundamental consultar um especialista em reprodução assistida para avaliar os riscos e ter a indicação da melhor forma de conseguir uma gestação saudável.

Entre em contato e agende sua consulta com a Mater Prime.

 

Fontes:

Mater Prime

Conselho Federal de Medicina

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)

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